sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

SÉRIE IGREJA EMERGENTE: UMA REPORTAGEM SOBRE A IGREJA EMERGENTE

Rob Bell, um dos "gurus" do movimento
nos Estados Unidos

Neste último domingo a Revista da Folha publicou uma reportagem sobre o movimento emergente, ou aquilo que eles chamaram de a "fé sob medida". Após ler sobre a atuação do movimento emergente no Brasil (a bem da verdade, estou mais por dentro do movimento americano do que do brasileiro) pude chegar definitivamente a conclusão sobre qual é o meu verdadeiro problema com a igreja emergente.

Mas antes de falar sobre o que me incomoda no movimento emergente, devo fazer um reconhecimento. Eles perceberam que existe um problema nas denominações tradicionais, um preconceito contra pessoas que se vestem de forma diferentes, com tatuagens e piercings, cabelos longos e gosto por rock. Ou preconceito contra aqueles que tiveram uma vida mais pecaminosa do que outros, como se isso fosse de alguma forma possível, pois em uma competição, tenho certeza que todos ganharíamos como o maior dos pecadores. Verdade seja dita, reconheceram que existe esse problema.

Meu problema com os emergentes não está em reconhecer esse problema, mas na resposta que estão dando a ele. A resposta está saindo mil vezes pior do que o problema. A cura está matando mais do que a doença.

Entre várias coisas que a reportagem diz sobre os emergentes, uma me parece bastante enganada. Diz que a igreja emergente “é cristocêntrica, ou seja, os fiéis seguem o exemplo de Jesus”. Mas isso não é verdade. A grande característica desse movimento é ser antropocêntrica, o foco está no homem e na sua cultura. Para os emergentes, cada um deve continuar dentro do seu universo cultural e quem deve se adaptar é Jesus e o cristianismo. O imutável é a cultura, o mutável é Cristo. Portanto, não pode ser cristocêntrica. Cristo vai sendo moldado ao gosto da cultura para que Ele venha a ser aceitável. Acreditam que se Jesus usar óculos escuro e tiver tatuagem as pessoas vão gostar mais dele. Ou seja, a cultura define quem Jesus é e a Ele, Deus criador que sustenta o universo pela palavra do seu poder, cabe o simples papel de se adaptar. Chegam ao cúmulo de chamar Jesus por um nome que ninguém chama a mãe de outro sem arrumar briga. Um palavrão como adjetivo do Deus que morreu por nós. Tudo para mostrar como somos relevantes.

Será esse o plano divino de redenção para a humanidade? Me moldem conforme a sua cultura? Não deveria ser o contrário? Nós deveríamos moldar a cultura, não ela ao nosso Deus.
Tanto é assim que o momento de adoração nada tem a ver com Deus em si, mas sim em satisfazer o gosto pessoal daqueles que estão ali reunidos. O importante é você se sentir parte. São seus sentimentos. Sua expressão. Você, você, você. Eu, eu, eu. Se isso não for antropocentrismo, nada mais é. Eu não tenho nada contra qualquer estilo de música na adoração, seja rock, sejam hinos. Portanto, pouco me importa se a música me agrada. O que importa é se Deus está sendo louvado por aquilo que ele é, não por aquilo que nós queremos que ele seja, não pela minha cultura.

Um grande lema desse movimento é que “Jesus ama a todos”, “Jesus ama os atores pornôs”, e assim vai. Assim afirmam porque querem ser inclusivos de não deixar ninguém de fora. Bom, o que está de errado aqui, não é verdade que Jesus ama a todos? Sim, é verdade, Jesus ama a todos. Ele também ama assassinos, ladrões, blasfemos, pedófilos, terroristas, nazistas. Jesus ama a todos. Só que todos esses que não se arrependeram de seus pecados já estão condenados. A ira de Deus já está sobre eles. Devemos alertá-los disso para que possam correr para os braços do Salvador. O amor de Cristo por elas só fará sentido quando entenderem que seus pecados já as condenaram. E na reportagem e nos texto que tenho lido do movimento emergente, isso nunca é citado. Só o amor, o amor, o amor. Quantas vezes Deus disse na Bíblia que era amor? E quantas disse que era santo? Não só santo, dizia que era “santo, santo, santo”.

Um outro aspecto interessante é que dizem ser inclusivos, não querem deixar ninguém de fora. Com orgulho usam uma camiseta dizendo “Jesus ama os atores pornôs”, mas tenho certeza que nenhum deles usaria uma camiseta escrita “Jesus ama Adolf Hitler”, “Jesus ama os pedófilos”. Poderiam até fazer uma igreja para os pedófilos ou talvez para os assassinos ou para os estupradores. Vão achar muitos desses nos presídios. Mas não é tão legal quando ir atrás da pornografia, pois no final das contas ela é tolerada. Você pode ser cristão e pornógrafo. Que o diga a Gretchen!

Um dos grupos dentro do movimento vai lançar uma Bíblia com capa como se fosse de um caderno e a bandeira do movimento GLS, com Jesus de óculos escuro e tatuagem. Deus declara que homossexualismo é pecado e eles vão colocar o simbolo desse pecado na capa das Escrituras Sagradas. A cultura acima das Escrituras. Será que eles colocariam a suástica na capa de uma Bíblia se fossem evangelizar nazistas? Será que devemos decorar nossas Bíblias com aquilo que Deus detesta, ou seja, pecado, tudo em nome de sermos legais? Esse é o pensamento de crianças brincando de fazer igreja.

Brian McLaren, o papa do movimento emergente, declarou em uma entrevista que não gostou do filme “A Paixão de Cristo”. Ele prefere “Hotel Ruanda”. É fácil perceber o porque. O filme de Mel Gibson tem o foco no sacrifício máximo de Cristo por nós, ou seja, é cristocêntrico, enquanto o outro filme foca o homem e seus enormes conflitos, ou seja é antropocêntrico.
Como foi dito acima, a cura está saindo muito pior do que a doença. E enquanto muitos brincam de médicos, pessoas estão morrendo. Estamos lidando com eternidade aqui. Um pouquinho de respeito e muita Bíblia fariam bem.

Extraído do blog http://mauevivian.blogspot.com, em 03/02/2011, tendo sido publicado originalmente em 15/01/2009.

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