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sexta-feira, 15 de junho de 2012

LEANDRO QUADROS E O DOM DE LÍNGUAS

Por Clóvis Gonçalves

“Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios” (1Co 14:2).

O professor Leandro Quadros foi bastante gentil em me enviar um exemplar, com dedicatória, do seu livro Na Mira da Verdade, pelo que me senti honrado. Não posso fazer uma avaliação da obra, uma vez que ainda não tive a oportunidade de ler, já que junto com ele veio um presente da querida Grace Ferrari, o livro O Incomparável Cristo, o qual furou minha fila de leitura. Mas passando o dedo pelo índice, no capítulo Respostas a Perguntas Frequentes, uma pergunta chamou minha atenção a ponto de inspirar este post. Ei-la: “Paulo diz em 1Co 14:2 que a pessoa que fala em língua estranha não fala aos homens, mas, a Deus. Por que então vocês não acreditam no dom de línguas?”.

FALAR EM LÍNGUAS: NATUREZA E ATUALIDADE - PARTE 3

Por Clóvis Gonçalves

Nesta série de artigos, estamos estudando o dom de línguas, quanto aos aspectos da atualidade e natureza. No primeiro artigo da série, analisamos a alegação de que o dom de línguas não passa de algaravia, ou seja, um falar extático sem sentido, importado do paganismo. Em seguida, argumentamos em favor da atualidade do falar em outras línguas, a partir das palavras de Jesus registradas por Marcos (Mc 16:17). Em outro artigo, não desta série, discutimos a alegação de que o dom de línguas é a capacidade de falar idiomas humanos não aprendidos, também baseado no texto marcano. Uma leitura desses artigos permitirão ter uma visão geral de minha posição quanto ao falar em línguas. Podemos prosseguir a partir deste ponto.

FALAR EM LÍNGUAS: NATUREZA E ATUALIDADE - PARTE 1

Por Clóvis Gonçalves

Numa conversa entre irmãos, o Ricardo Mamedes apresentou alguns questionamentos interessantes sobre o dom de línguas. Antes de prosseguir, por favor, vá até A Verdade Liberta, o Erro Condena e leia o post na íntegra e especialmente os comentários, assim você terá uma visão geral do que foi dito até aqui e dos desdobramentos que se seguiram.

Sobre o dom de língua, o Ricardo argumentou que o problema corintiano era 1) que o dom de línguas falado na igreja “era uma herança do paganismo, das religiões de mistério, trazidas pelos antigos costumes coríntios”, 2) que o verdadeiro dom de línguas eram “idiomas humanos, idiomas estrangeiros”. Nesta série de artigos pretendo responder algumas perguntas sobre o dom de línguas, mormente se era idiomas humanos e avaliar a hipótese de que as línguas faladas em Corinto eram uma falsificação pagã. O irmão Ricardo assume a posição do Pr. John MacArthur Jr., complementada por pesquisas adicionais, por isso farei referências a esse pastor de quem, à parte de seu anti-pentecostalismo, gosto muito.

Gradativamente, irei analisar o que as passagens de Marcos 16, Atos 2, 1Coríntios 12 e 14 ensinam sobre o dom de línguas, começando com uma análise dos termos utilizados.

Os termos utilizados

segunda-feira, 26 de março de 2012

SÉRIE MEIOS DE GUERRA: CAÇAS JEDI

Caças Eta-2 de Obi-Wan Kenobi e Anakin Skywalker sobre Coruscant

Por Darth Metrius

Na Saga de Star Wars, os caças jedi sempre me foram um fator de curiosidade. Embora não sejam os meus preferidos, eles me despertam curiosidade quanto ao seu uso, história e evolução até chegar ao modelo que vimos em A Vingança dos Sith.

Sua curiosa incapacidade de saltar no hiperespaço sem um anel hiper-propulsor, lembra as limitações dos futuros caças imperiais que - propositalmente - não possuíam este dispositivo. Outra curiosidade é a evolução dos caças jedi, no seu design e função. Ainda outra, é o histórico do seu uso, onde, no fim das Guerras Clônicas, se usava um modelo padrão diferente do usado no começo, embora alguns jedi preferiam continuar usando o modelo anterior.

É pensando nestes aspectos - que tornam os caças jedi naves muito interessantes - que busco neste artigo da série, apresentá-lo de forma mais detalhada e traçar os seus paralelos com o que temos em nossa realidade.

Com vocês: os Caças Jedi.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

SÉRIE DÍZIMO: DÍZIMO É UMA OBRIGAÇÃO, UM ATO DE AMOR OU AMBAS AS COISAS?

Por Ciro Zibordi (Co-pastor da Assembléia de Deus Ministério de Cordovil - RJ)

Antes de qualquer consideração sobre a contribuição financeira para a obra de Deus, é importante ter em mente que quaisquer ofertas, dízimos ou outro tipo de contribuição devem ter como motivação o amor, e não a barganha. Muitos, geralmente com más intenções, têm coagido o povo de Deus a dar o que têm e o que não têm, mediante chantagem emocional.

Ofertar livremente ou contribuir com o dízimo (10% dos rendimentos) são práticas cristãs históricas, ligadas a mandamentos e a princípios contidos nos dois Testamentos (Ml 3.8-10; Mt 23.23; 2 Co 9.6-15). Mas elas são também voluntárias, e não compulsórias. Deus, como Supremo Arquiteto, criou o Tabernáculo, mas a obra-prima para as suas formação e feitura estava com o povo. Moisés não precisou propor desafios de semeadura, pois “veio todo homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito voluntariamente o impeliu, e trouxeram a oferta alçada ao SENHOR” (Êx 35.21).

SÉRIE DÍZIMO: AUGUSTUS NICODEMUS - O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO

Rev. Augustus Nicodemus Lopes
Por Demetrius Farias

Alguns amigos e leitores do meu blog devem estar estranhando que eu tenha feito várias postagens relacionadas ao tema "dízimo". A coisa é proposital, pois meu intento é trazer o assunto ao debate geral, e contribuir com a dissolução de uma atual heresia que vem correndo no meio das igrejas evangélicas, principalmente as protestantes históricas. Qual seja? A alegação de que a devolução do dízimo não é uma prática neo-testamentária e cristã, mas sim unicamente vinculada a Lei (a velha dicotomia entre Lei e Graça) e ao judaísmo.

Bem... Muitos alegam que não há uma ordem explícita no Novo Testamento para o dízimo na Igreja. Embora seja concorde, dentro de uma teologia cristã mais ortodoxa, de que o dízimo é atual, bíblico, neo-testamentário, cristão, não-normativo, e historicamente praticado, ultimamente muitos tem deixado de devolver o dízimo e alguns líderes até tem pregado contra esta prática, advogando a causa da abolição deste.  Muitos destes fazem por razões iníquas, motivados por avareza e endividamento, e outros têm agido desta forma influenciados por pregadores e líderes que resolveram reagir ao atual abuso do dízimo praticado pelas igrejas neo-pentecostais, partindo para outro extremo, combatendo heresia com outra heresia.

O vídeo que iremos assistir é muito bom e esclarecedor. Ele é parte de uma mensagem pregada pelo pastor presbiteriano, Rev. Augustus Nicodemus Lopes, atual Chanceler do Mackenzie, e que expões de forma clara e objetiva a doutrina bíblica sobre o dízimo no Antigo e no Novo Testamento.

Este vídeo eu pude assistir primeiro no blog do pastor Renato Vargens, que também faz sua divulgação.

Assistam:

SÉRIE DÍZIMO: DETERMINAÇÕES BÍBLICAS PARA DÍZIMOS E OFERTAS ALÇADAS

Por Solano Portela (presbítero na Igreja Presbiteriana do Brasil)

1. DÍZIMOS

O assunto principal que quero abordar é a base bíblica das ofertas, não pretenderia, portanto, me alongar no tratamento do dízimo. Sinto-me, entretanto, na obrigação de colocar algumas poucas e objetivas palavras sobre a questão do dízimo. Não é minha intenção dar uma exposição detalhada de que o dízimo é uma determinação procedente de Deus, que precedeu a lei cerimonial e judicial da nação de Israel (incorporando-se posteriormente a essas), sendo portanto válido para todas as épocas e situações. Não é, também, minha intenção partir para uma exposição da seriedade com a qual Deus apresentou e tratava essa questão do dízimo. Não vou, portanto, examinar as severas advertências àqueles que desprezavam suas determinações. Tudo isso já foi dito e exposto por outros de uma forma bem melhor e mais completa do que eu poderia aqui fazer.

SÉRIE DÍZIMO: O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO

Por Pedro Almeida (pastor da Congregação Batista Independente)

O dízimo se aplica aos crentes do Novo Testamento - SIM! 

Introdução 

Devemos esclarecer a doutrina Bíblica do dízimo por se tratar de um assunto muito importante para o sustento da obra de Deus e da mordomia cristã, ou seja, do serviço e consagração da vida e dos bens do salvo a Deus. 

É necessário um esclarecimento, também, por causa de escritos errados de algumas pessoas que, apesar de 
terem boa posição em outras áreas, estão cometendo o erro sério de negar o dízimo e criticar os que o  defendem como abusadores do povo de Deus. 

Talvez por causa do abuso em muitas denominações, especialmente a Universal, muitos têm partido para o outro extremo, negando totalmente este ensino. A "Igreja Universal do Reino de Deus" está cheia de outros erros muito mais graves do que o abuso do dízimo e não se deve perder tempo refutando isso, enquanto que 
em muitas outras áreas eles são acintosamente heréticos como pentecostais que são (Comentário meu: A IURD é uma seita para-protestante neo-pentecostal. Não concordo com o autor ao definir a IURD como uma igreja pentecostal e nem que seus erros sejam frutos de uma heresia pentecostal. Os pentecostais tradicionais em nada se assemelham aos neo-pentecostais e nem são hereges. Provavelmente o autor seja um batista tradicional com forte tendência anti-pentecostal.). Os opositores do dízimo precisam de contorcionismos teológicos para negar que o dízimo é um ensino e Princípio claro nas Escrituras. Vejamos, portanto, 8 provas Bíblicas e claras, que mostram que a prática de dar o dízimo é uma doutrina evidente no Novo Testamento e deve ser obedecida por todo o crente fiel. 

SÉRIE DÍZIMO: O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO

Por Adão de Santana

“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir”. Texto: Mateus 5:17

Há alguns crentes que não apreciam muito o fato dos pastores às vezes falarem em dinheiro. Esquecem-se eles de que este era um assunto freqüentemente mencionado por Jesus. A Bíblia refere-se mais vezes a dinheiro do que mesmo à oração ou a fé.

Jesus falou sobre o dinheiro 90 vezes. Dos 107 versículos do Sermão do Monte, 22 referem-se a dinheiro, e 24 das 49 parábolas de Jesus mencionam dinheiro.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

SÉRIE IGREJA EMERGENTE: MAURO MEISTER E SANDRO BAGGIO

SÉRIE IGREJA EMERGENTE: OS DESIGREJADOS

Por Augustus Nicodemus Lopes



Para mim resta pouca dúvida de que a igreja institucional e organizada está hoje no centro de acirradas discussões em praticamente todos os quartéis da cristandade, e mesmo fora dela. O surgimento de milhares de denominações evangélicas, o poderio apostólico de igrejas neo-pentecostais, a institucionalização e secularização das denominações históricas, a profissionalização do ministério pastoral, a busca de diplomas teológicos reconhecidos pelo estado, a variedade infindável de métodos de crescimento de igrejas, de sucesso pastoral, os escândalos ocorridos nas igrejas, a falta de crescimento das igrejas tradicionais, o fracasso das igrejas emergentes – tudo isto tem levado muitos a se desencantarem com a igreja institucional e organizada.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

SÉRIE IGREJA EMERGENTE: Igreja Emergente: o que é isso?

Por Leonardo Gonçalves

Segundo o portal Igreja Emergente [www.igrejaemergente.com.br], uma igreja emergente é basicamente “um movimento cristão onde as pessoas buscam viver sua fé em um contexto social pós-moderno”. Cunhada no final da década de 90, a terminologia se aplica aquelas comunidades que tem como principal marca a propagação do evangelho dentro das diferentes culturas urbanas.

O movimento já vinha ganhando projeção no Brasil, propagado principalmente através de blogs e sites na internet, mas obteve maior impulso após a publicação do livro “Ortodoxia Generosa”, de autoria de Brian Mclaren.

SÉRIE IGREJA EMERGENTE: UMA REPORTAGEM SOBRE A IGREJA EMERGENTE

Rob Bell, um dos "gurus" do movimento
nos Estados Unidos

Neste último domingo a Revista da Folha publicou uma reportagem sobre o movimento emergente, ou aquilo que eles chamaram de a "fé sob medida". Após ler sobre a atuação do movimento emergente no Brasil (a bem da verdade, estou mais por dentro do movimento americano do que do brasileiro) pude chegar definitivamente a conclusão sobre qual é o meu verdadeiro problema com a igreja emergente.

Mas antes de falar sobre o que me incomoda no movimento emergente, devo fazer um reconhecimento. Eles perceberam que existe um problema nas denominações tradicionais, um preconceito contra pessoas que se vestem de forma diferentes, com tatuagens e piercings, cabelos longos e gosto por rock. Ou preconceito contra aqueles que tiveram uma vida mais pecaminosa do que outros, como se isso fosse de alguma forma possível, pois em uma competição, tenho certeza que todos ganharíamos como o maior dos pecadores. Verdade seja dita, reconheceram que existe esse problema.

SÉRIE IGREJA EMERGENTE: NEO-ORTODOXIA EMERGENTE

Por por Mauro Meister

Na verdade, meu alvo neste post é falar da chamada "igreja emergente", mas não resisti a mencionar no título "neo-ortodoxia" por duas razões: (a) dar continuidade ao tema e (b) por que a igreja emergente tem tudo a ver com as conseqüências finais da neo-ortodoxia!

Há alguns meses atrás, se ouvisse a expressão “igreja emergente” certamente pensaria que se tratava de algum estudo sobre a igreja neotestamentária nos primeiros séculos de nossa era. Hoje, depois de pensar que estive fechado em um quarto sem receber notícias do mundo por uma década, sei que a "igreja emergente" é um movimento crescente dentro da igreja evangélica nas duas últimas décadas. Já existe um bom número de livros escritos sobre o assunto assim como dezenas de sites e blogs emergentes ao redor do mundo (ver leituras ao final). Como o material é extenso e "confuso", vou tentar demonstrar, com definições próprias dos emergentes, exemplos do que é este movimento.

SÉRIE IGREJA EMERGENTE: O QUE É?



Logo que eu iniciei minhas atividades com o Blog do Darth Metrius, um dos primeiros temas que abordei foi sobre o Movimento da Igreja Emergente. Na época, prometi que faria uma leitura sobre o assunto, para depois postar textos mais esclarecedores sobre o tema. A verdade é que existe na internet uma legião de textos e blogs que tratam do assunto, defendendo ou atacado seus princípios e definições. Igualmente interessante, é a relativa quantidade de publicações no Brasil sobre Igreja Emergente, principalmente traduções de obras em língua inglesa para o português, oriundas de autores ligados a este movimento.

quarta-feira, 10 de março de 2010

SÉRIE: OLAVO DE CARVALHO - METÁFORA PUNITIVA


Metáfora punitiva


O dicionário Longman's, um dos mais atualizados da língua inglesa, define “homofobia” como “medo e ódio aos homossexuais”. O termo foi introduzido no vocabulário do ativismo gay pelo psiquiatra George Weinberg, no livro Society and the Healthy Homosexual (New York, St, Martin's Press, 1972) para designar o complexo emocional que, no seu entender, seria a causa da violência criminosa contra homossexuais.
Até hoje os apologistas do movimento gay não entraram num acordo sobre se existe ou não a homofobia como entidade clínica, comprovada experimentalmente. Uns dizem que sim, outros que não.
O que é absolutamente impossível provar, por meios experimentais ou por quaisquer outros, é que toda e qualquer rejeição à conduta homossexual seja, na sua origem e nas suas intenções profundas, substancialmente idêntica ao impulso assassino voltado contra homossexuais.
No entanto, é precisamente isso o que o termo significa quando aplicado ao Papa, ao deputado Clodovil Hernandez ou a qualquer outro cidadão de bem, hetero ou homo, que sem nem pensar em agredir um homossexual se limite a expressar educadamente suas reservas, já não digo nem quanto ao homossexualismo em si, mas simplesmente quanto às pretensões legiferantes do movimento gay . Em seu livro A History of Homophobia , que pode ser lido na internet , o ensaísta Rictor Norton, um apologista da homossexualidade, é bem franco sob esse aspecto: “Com muita freqüência, a palavra ‘homofobia' é apenas uma metáfora política usada para punir.”
“Homofóbico” é termo que só pode ser usado de maneira descritiva e neutra quando referido estritamente aos criminosos que o dr. Weinberg tinha em vista ao cunhar a expressão. Aplicado a quaisquer outras pessoas, é propositadamente pejorativo e insultuoso. Foi calculado para ferir, humilhar, rebaixar, intimidar – e, pior ainda, para fazer tudo isso com base na inflação metafórica de um termo médico que nem mesmo na sua acepção originária correspondia a uma realidade comprovada. Não é só um insulto. É um insulto e uma fraude. Mas, uma vez que o uso repetido tenha dessensibilizado o público de modo a que ele não perceba a fraude, passa-se à etapa seguinte do embuste: associada a mera expressão racional de opiniões a uma conduta psicopática e assassina, trasmuta-se o sentido metafórico em sentido literal, e a suposição insultuosa se torna prova do crime: toda e qualquer objeção às exigências do movimento gay será punida com pena de prisão.
A gravidade do insulto, em si, é monstruosa, e qualquer pessoa que o sofra pode e deve processar criminalmente o atacante antes que este, usando seu próprio crime como prova contra a vítima, a processe por “homofobia”. Toda e qualquer acusação de “homofobia”, se não dirigida a autor comprovado de crime violento contra homossexuais, é crime de injúria, difamação e calúnia, acrescido do uso fraudulento da justiça como instrumento de perseguição política.
Se as vítimas dessa fraude não reagirem contra ela, acabarão indo para a cadeia por motivos metafóricos. 


Olavo de Carvalho
Diário do Comércio (editorial) , 23 de maio de 2007

Texto extraído do site www.olavodecarvalho.org, com destaques feitos por mim. 

SÉRIE: OLAVO DE CARVALHO - ÓDIO À REALIDADE


Ódio à realidade

O sexo anal pode dar câncer no reto; o oral, câncer na garganta. Excluída a masturbação, que não exige parceiros, eis aí esgotado, com riscos incomparavelmente mais altos que os do abominado tabaco, o rol dos contatos sexuais possíveis numa relação gay. Que haverá nisso de tão excelso para que toda crítica a essas atividades seja proibida por lei?
Decerto estou mais disposto a defender o direito de os senhores parlamentares se entregarem a esses perigosos afazeres do que eles a me deixar acender um único cigarro nas áreas cada vez mais vastas onde o proíbem.
O que não posso entender é que atos prejudiciais à saúde devam ser considerados mais dignos de proteção oficial do que a boa e velha relação conjugal da qual todos nascemos, ao ponto de a simples afirmação da superioridade desta última ser condenada como uma abominação e um crime. Afinal, não é possível fazer sexo oral ou anal sem ter nascido, nem muito menos nascer mediante uma dessas práticas, ao passo que o nascimento as antecede de muitos anos e independe delas por completo. Entre as diversas atividades sexuais, aquela da qual deriva a continuidade da espécie humana tem manifesta prioridade sobre as que se destinam somente a fins lúdicos ou deleitosos, por mais interessantes que estas pareçam a seus aficionados.
Não posso crer que meu pai teria agido melhor se em vez de depositar seu esperma no ventre da minha mãe ele o injetasse no conduto retal do vizinho, de onde o referido líquido iria para a privada na primeira oportunidade. Nem há como imaginar que essas duas hipóteses sejam tão nobres e respeitáveis uma quanto a outra. Por mais que à luz da doutrina gay isto soe até presunçoso, não posso admitir que eu e um cocô sejamos resultados igualmente desejáveis e valiosos de uma relação sexual. Nem suponho que os próprios senhores parlamentares mereçam esse radical nivelamento, ainda que muitos se esforcem para alcançá-lo.
Tudo isso é bastante evidente, e o deputado Clodovil Hernandes é a prova de que não é preciso ser heterossexual para admiti-lo. Se a afirmação do óbvio está em vias de se tornar crime, é porque o ódio do movimento gay não se volta contra injustiças e perseguições reais (infinitamente menores, em todo caso, do que aquelas sofridas pelos cristãos e judeus), mas contra a razão, a lógica, o bom-senso e a civilização. Culturalmente, a ideologia gay nasce de correntes de pensamento que professam destruir a "tirania do logos" e instaurar, em lugar da ordem racional, a pura vontade de poder de um ativismo prepotente e chantagista.
Cada vez que um de seus porta-vozes, como uma nova Rainha de Copas, ordena que todos se prosternem diante de exigências absurdas, ele sabe que não está combatendo "a homofobia", mas a estrutura da realidade ou, em termos religiosos, o Verbo divino. Só a opção total pela irracionalidade explica que, sob a alegação de proteger uma comunidade contra a mera opinião alheia, se busque submeter a novas perseguições judiciais outras comunidades que não estão expostas ao simples risco de ouvir palavras desagradáveis, mas de morrer em campos de extermínio. 

Olavo de Carvalho
Jornal do Brasil, 17 de maio de 2007


Texto extraído do site www.olavodecarvalho.org, com destaques feitos por mim.

SÉRIE: OLAVO DE CARVALHO - DEBATE PRÉ-MOLDADO


Debate pré-moldado

“Moldar o debate” é a técnica usada por grupos de interesse para impedir que as discussões públicas apreendam a substância dos problemas e canalizá-las numa direção forçada, postiça, previamente calculada para servir aos objetivos do grupo.
Nos anos 70, essa técnica tirou os EUA do Vietnã, deixando o caminho livre para que os comunistas assassinassem três milhões de civis ali e no vizinho Camboja. O truque foi desviar a discussão do problema central -- a ameaça vietcongue – e concentrá-la no estereótipo da “paz”. A paz acabou matando quatro vezes mais gente do que a guerra, mas quem liga para isso?
Pelos mesmos meios foi liberado o aborto, escamoteando a questão essencial – o que é e como se faz um aborto – e fixando o debate na “liberdade de escolha”. Com ajuda de estatísticas falsas (o número de mulheres mortas em abortos ilegais nos EUA foi artificialmente esticado de 250 para dez mil por ano), a militância abortista dessensibilizou a opinião pública para o fato de que se tratava de matar, por meios inconcebivelmente cruéis e dolorosos, milhões de crianças aptas a sobreviver fora do ventre de suas mães a partir do quinto mês de gestação.
Uma nova fraude em massa está em vias de se consumar, agora no Brasil, pelo uso do mesmo engodo. O movimento gay planeja tornar o homossexualismo, por lei, a única conduta humana superior a críticas. É a pretensão mais arrogante e ditatorial que algum grupo social já acalentou desde o tempo em que os imperadores romanos se autonomearam deuses. Aprovada a PL 5003/2001, os brasileiros poderão falar mal de tudo – dos políticos, dos vizinhos, do capitalismo, da religião, de Deus, do diabo. Mas, se disserem uma palavra contra aquilo de que os homossexuais gostam, irão para a cadeia.
Esse é o sentido da lei, essa é a substância da proposta. Mas é proibido discuti-la. É obrigatório ater-se à escolha estereotipada entre “homofobia” e “anti-homofobia”. Homofobia, a rigor, é um sintoma psiquiátrico raríssimo. Quantas pessoas você conhece que têm horror aos homossexuais ao ponto de querer surrá-los ou matá-los pelo simples fato de serem homossexuais? Fazer da “homofobia” o centro do debate é obrigar todo mundo a chamar por esse nome pelo menos três coisas que não têm nada a ver com homofobia: a repulsa espontânea que a idéia de relações com pessoas do mesmo sexo inspira a muitos heterossexuais, repulsa que não implica nenhuma hostilidade ao homossexual enquanto pessoa e aliás é análoga à que tantos homossexuais têm pelo intercurso hetero, sem que ninguém os chame de “heterofóbicos” por isso; as objeções religiosas ao homossexualismo, que vêm junto com a proibição expressa de odiar os homossexuais; e a oposição política às ambições do grupo gay , tal como exemplificada neste mesmo artigo. Reunir tudo isso sob o nome de “homofobia” já é criminalizar a priori qualquer resistência ao desejo de poder da militância homossexualista, já é impor a lei antes de aprovada, manietando o debate por meio da intimidação e da chantagem. É embuste consciente e premeditado. A mídia nacional quase inteira é culpada disso.


Olavo de Carvalho
Jornal do Brasil, 29 de março de 2007


Texto extraído do site www.olavodecarvalho.org, com destaques feitos por mim.

SÉRIE: OLAVO DE CARVALHO - PORCARIA DE LEI


Para quem não conhece Olavo de Carvalho, ele é filósofo, um dos maiores pensadores brasileiros da atualidade. Nascido em Campinas/SP, também é jornalista e ensaísta, sendo um conservador de direita, um dos poucos em atividade no país.


Porcaria de lei

Ilustres senhores parlamentares: Vossas Excelências podem votar, se quiserem, essa porcaria de lei que proíbe criticar o homossexualismo. Podem votá-la até por unanimidade. Podem votá-la sob os aplausos da Presidência da República, da ONU, do Foro de São Paulo, de George Soros, das fundações internacionais bilionárias, do Jô Soares, do beautiful people inteiro.
Não vou cumpri-la.
Não vou cumpri-la nem hoje, nem amanhã, nem nunca.
Por princípio, não cumpro leis que me proíbam de criticar ou elogiar o que quer que seja. Nem as que me ordenem fazê-lo.
Não creio que haja, entre os céus e a terra, nada que mereça imunidade a priori contra a possibilidade de críticas. Nem reis, nem papas, nem santos, nem sábios, nem profetas reivindicaram jamais um privilégio tão alto. Nem os faraós, nem Júlio César, nem Átila, o huno, nem Gengis Khan ambicionaram tão excelsa prerrogativa. O próprio Deus, quando Jó lhe atirou as recriminações mais medonhas, não tapou a boca do profeta. Ouviu tudo pacientemente e depois respondeu. As únicas criaturas que tentaram vetar de antemão toda crítica possível foram Adolf Hitler, Josef Stálin, Mao-Tse-Tung e Pol-Pot. Só o que conseguiram com isso foi descer abaixo da animalidade, igualar-se a vampiros e demônios, tornar-se alvos da repulsa universal.
Nada é incriticável. Quanto mais o simples gostinho que algumas pessoas têm de fazer certas coisas na cama.
Nunca na minha vida parei para pensar se havia algo de errado no homossexualismo. Agora estou começando a desconfiar que há. Nenhuma coisa certa, nenhuma coisa boa, nenhuma coisa limpa necessita se esconder por trás de uma lei hedionda que criminaliza opiniões. Quem está de boa intenção recebe críticas sem medo, porque sabe que é capaz de respondê-las no campo da razão, talvez até de humilhar o adversário com a prova da sua ignorância e má-fé. Só quem sabe que está errado precisa se proteger dos críticos com uma armadura jurídica que aliás o desmascara mais do que nenhum deles jamais poderia fazê-lo. Só quem não tem o que responder pode pedir socorro ao aparato repressivo do Estado para fugir da discussão. E quanto mais se esconde, mais põe sua fraqueza à mostra.
Sim, senhores. Nunca, ao longo dos séculos, alguém rebaixou, humilhou, desmascarou e escarneceu da comunidade gay como Vossas Excelências estão em vias de fazer.
As pessoas podem ter acusado os homossexuais de fingidos, de ridículos, de tarados, de pecadores. Ninguém jamais os qualificou de tiranos, de nazistas, de inimigos da liberdade, de opressores da espécie humana. Vossas Excelências vão dar a eles, numa só canetada, todas essas lindas qualidades.
Depois não reclamem quando aqueles a quem essa lei estúpida jura proteger se tornarem objeto de temor e ódio gerais, como acontece a todos os que tomam de seus desafetos o direito à palavra.
Quem, aprovada a PLC 122/ 06, se sentirá à vontade para conversar com pessoas que podem mandá-lo para a cadeia à primeira palavrinha desagradável? Os homossexuais nunca foram discriminados como dizem que o são. Graças a Vossas Excelências, serão evitados como a peste. 


Olavo de Carvalho
Jornal do Brasil, 24 de maio de 2007



Texto na íntegra extraídos do site: www.olavodecarvalho.org, com destaques no texto feitos por mim.