quarta-feira, 12 de maio de 2010

EU AMO ISRAEL SIM. E DAÍ?


Por Demetrius Farias

É engraçado como algumas pessoas falam tanto sobre o Estado de Israel e não conhecem nada sobre os fatos envolvendo judeus e palestinos. Principalmente notamos esta ignorância nos nossos círculos evangélicos, onde geralmente existem dois lados extremos: os que supervalorizam os elementos da cultura hebraica no mais recente movimento judaizante da Igreja, onde os pregadores demandam de seus seguidores celebrarem as festas judaicas, utilizam a bandeira de Israel nas igrejas, pregam com extensivo vocabulário hebraico, e promovem caravanas a Terra Santa. Não digo que ir a Terra Santa seja uma ação motivada pelo mesmo misticismo de Paulo Coelho ao percorrer o Caminho de Santiago de Compostela, ou por algo como a obrigação dos muçulmanos de ir pelo menos uma vez a Meca. Se eu o fizer, pecaria por julgamento temerário.

O outro extremo é o da Teologia da Substituição, onde pastores e igrejas "acham" que Deus os escolheu como sendo o Novo Israel, rejeitando de todo e definitivamente o povo judeu, ignorando totalmente a Carta de Paulo aos Romanos que, no capítulo 11, explica muito bem a condição da Igreja como Oliveira Brava que foi enxertada a árvore original. Israel sempre será Israel, povo Eleito e herdeiro das Promessas. Nós, Igreja, somos os filhos adotivos de Pai Abraão, incluídos no pacto pela Cruz de Cristo, recebendo a mesma seiva da Oliveira Original. Mas para alguns, esta perspectiva é um erro. Bem... que leiam a Bíblia!


Eu amo Israel sim. E ficaria muito feliz em poder visitar Jerusalém e outras localidades naquele país. Longe de ser uma experiência mística, seria uma grande aventura na história, uma oportunidade de ver de perto o que apenas podemos imaginar muitas vezes, e com toda certeza, sentir muita emoção. Por que não? Não sou feito de pedra! Além do mais, se tivesse a oportunidade de ir, seria tolice não viajar até lá por razões puramente ideológicas.

Mas como eu dizia no início, muitos falam sobre Israel, sobre o Conflito Árabe-Israelense, e sobre a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. E pior, falam com base no que é divulgado pela mídia nacional e internacional. O que a Globo, CNN, ABC, BBC, Al Jazira, entre outras grandes da informação telejornalista, além da mídia impressa e da atual Internet querem nos convencer é de que Israel é um vilão e que os palestinos da Faixa de Gaza são um povo incompreendido e violentado pela nação hebraica. O cômico - se é que há algo para se rir nisso - da história é que tem gente que acredita no contrário: Israel é promovido e os palestinos criminalizados. Concordo que a mídia é manipuladora e que muitos dos jornalistas sequer conhecem de perto a realidade da Palestina. Quando William Bonner edita suas manchetes para o Jornal Nacional, ele não faz nenhuma ideia do que se passa por traz da história daquela região. No entanto, ele fala bem de Israel como alegam alguns? Não!!!

Seja sincero com você mesmo e comigo. É isso que você vê pela televisão? Elogios e ovação ao estado judeu pelas suas ações em defesa de seu território, povo e legado? Ou é sempre críticas dos Estados Unidos, das nações europeias, do Vaticano, e dos países árabes vizinhos, motivados pelas "contra-ofensivas exageradas" que matam civis inocentes, pelas medidas arbitrárias que separam os israelenses dos odiados palestinos, ou pelos tratados fracassados que sempre são quebrados por Israel? Garanto a você: É justamente isso que você assiste e acredita. Se pensa assim, você é um Zé Mané na onda do Mané!

Vou dar aqui algumas razões muito boas para você pensar duas vezes antes de atirar pedras em Israel e sentir peninha dos pobres palestinos indefesos.

QUANTO AS AÇÕES MILITARES DE ISRAEL

Alguns grupos sempre dizem que as ações militares de Israel são ilegais e injustificadas. Os principais argumentos para isso são:

1. Israel está cometendo um genocídio contra os Palestinos;
2. Os palestinos não tem outra forma de defender a sua causa se não pelo Terrorismo;
3. Os líderes da Autoridade Palestina não são responsáveis pelos atentados cometidos contra Israel.

Bem. Vamos ver ponto por ponto:

Argumento 1: Israel está cometendo um genocídio contra os Palestinos.

Será? Para começar, o que é um genocídio? Segundo o "Pai dos Burros Houaiss", genocídio é sinônimo de: Extermínio deliberado, parcial ou total, de uma comunidade, grupo étnico, racial ou religioso.

Vejamos se o que Israel está fazendo é mesmo um genocídio: Israel possui um dos melhores exércitos do Mundo. São cerca de 3.900 tanques, 440 aviões de combate, e aproximados 530.000 soldados. Na última Intifada, segundo a CNN, nos primeiros 18 meses morreram cerca de 1.200 palestinos e 300 israelenses. A média era de dois palestinos mortos por dia.

Pergunta: Se Israel realmente quisesse promover um massacre, quantos palestinos mortos por dia você acha que haveria nesta última Intifada? Quantas pessoas teriam morrido se o governo de Israel realmente desse ordens para que os militares abrissem fogo contra os palestinos? É certo que as mortes entre os palestinos são uma tragédia, mas se o argumento de 1.200 mortos é para chocar-nos, então o que você diria sobre os 6.000.000 de judeus na Europa ocupada pelos nazista durante o regime de Adolf Hitler?

Mas se é para chocar, vamos acrescentar mais 1.400 mortos na Operação Chumbo Fundido, realizada por Israel contra a Faixa de Gaza, esta iniciada como reação contra ataques terroristas do Hamas. A média de Palestinos mortos é de 2.3 por dia. Engraçado é que a operação israelense  foi condenada pela comunidade internacional e Israel foi acusada de crimes de guerra. Bem, somando os dois eventos, um em 2000-2006 e o outro em 2008, temos o total de 2.600 mortos palestinos. Agora vejam o gráfico e avaliem: 


Eu fiz uma comparação dos grandes genocídios da história com os mortos em Gaza entre a Segunda Intifada e a Operação Chumbo Fundido e o suposto genocídio palestino nem sequer aparece no gráfico.

Entre os Tutsis, mortos pelos Hutus em Ruanda, os números oficiais dão conta de 500.000 a 800.000 mortos. Extra-oficialmente algumas agências chegam ao número de 1.000.000. No caso dos armênios, mortos pelos turcos em 1917, os dados oficiais chegam ao total de 1.500.000 mortos. O gráfico em azul se refere ao monstruoso número de 6.000.000 de judeus mortos na Alemanha e nos países ocupados pelos nazistas durante a II Guerra Mundial. Vejam e julguem! Será lícito dizer que há um genocídio de palestinos impetrado por Israel em Gaza?

Até onde sei, 2.600 mortos como baixas de guerra ao longo de oito anos não se pode contabilizar como massacre ou genocídio. Aliás, estes 2.600 mortos são discriminam civis, terroristas e milícias. Imaginem  se as lamentáveis perdas de soldados americanos na Europa e Pacífico durante a II Guerra Mundial fossem consideradas genocídio? Por favor, né? 

Em uma população de 18.000.000 de judeus em 1945, o Holocausto provocou o extermínio de 33% da população. Se pegarmos a população total de palestinos atualmente, aproximadamente 3.7 milhões de habitantes, as mortes chegam a 0,07% da população total. Pergunta: Que genocídio é esse? É possível que ocorram abusos por parte do exército de Israel. Estes devem ser investigados e punidos. No entanto, comparar as recentes ações militares a um genocídio é tão absurdo como afirmar que todo árabe é terrorista.

Argumento 2: Os palestinos não tem outra forma de defender a sua causa se não pelo Terrorismo.

Pergunto: Só se alcança concessões de Israel por meio do Terror? E a Paz com o Egito em 1979, que resultou a devolução voluntária do Sinai para o país dos faraós? E a Paz com a Jordânia em 1994? Acho que é tudo filme inventado, né?

Querem mais? Comparem as exigências palestinas e as ofertas israelenses como iniciativas para a paz, tanto em Camp David (2000) e em Taba (2001). O terror é a unica solução?

Mas como resposta a proposta de Israel que não era tão igual assim a dos Palestinos, a Autoridade Palestina lançou mão de uma revolta popular que culminou em uma onda de atentados contra Israel. O curioso é que o mesmo fenômeno havia acontecido durante o Acordo de Oslo (1993-1994). Sempre que Israel toma a iniciativa de Paz, os palestinos sedentos de sangue promovem atentados e conseguem desestabilizar as negociações. Ficam elas por elas e Israel é sempre obrigado a se defender. Aí Israel se torna da noite para o dia o vilão e os palestinos, os coitados.

O Terror é injustificável, Mané. O Terrorismo nunca foi alternativa de negociação. Assim como Egito e Jordânia negociaram com Israel e hoje estão em paz, os palestinos podiam ter escolhido a via diplomática.

Argumento 3: Os líderes da Autoridade Palestina não são responsáveis pelos atentados cometidos contra Israel.

Será? Vamos falar de defuntos? Olha o que o finado Yasser Arafat dizia em inglês e depois em árabe.
Em Inglês:
 “Eu condeno os atentados contra civis israelenses"  (New York Times, 03/02/2002)

Em Árabe três dias antes:
 “O movimento Fatah orgulhosamente glorifica a sua heroina mártir, do campo Alamari, a mártir Wafa Idris.” (sobre a mulher-bomba, Ramalah, 31/01/2002)
 “Estou pronto a sacrificar 70 mártires para matar um israelense." (Na rádio oficial palestina 18 dezembro 2001)
Mas para o Mané, Israel comete exageros e crimes contra os pobres palestinos. Ninguém fala que as crianças palestinas são doutrinadas e ensinadas nas escolas que Israel é um inimigo e que o Estado Judeu não existe. Ninguém fala que os quartéis do Hamas, Fatah e outros grupos terroristas são sediados em meio a conjuntos habitacionais  dentro de escolas, creches e hospitais, além de repartições públicas, usando civis inocentes, mulheres e crianças como escudos humanos, para depois mostrar seus corpos para as TVs internacionais as "vítimas das atrocidades cometidas por Israel."

Para nós Cristãos, é uma falácia dizer que temos que nos aproximar do tema de forma isenta. Nossa posição como crentes nunca será de ódio e destruição aos palestinos. Eles merecem nosso amor e nossas orações, nosso cuidado e ajuda humanitária, mas nunca devemos ser contra Israel. É nosso dever como Igreja, orar por Israel e clamar a Cristo pela sua salvação. 
Você não morre de amores por Israel, Mané? Pois devia! É nosso dever contido em Salmo 122: 6, com uma promessa para os que amam Jerusalém, que neste texto representa a toda nação hebraica. Nossa posição é sempre e dever ser assim, defender Israel.

Assim como qualquer democracia, Israel também erra. É totalmente válido criticar o governo e questionar as suas ações. No entanto, as recentes operações militares são legítima defesa contra uma onda de atentados que vêm ceifando centenas de vidas. Qualquer governo do mundo tem o direito de defender os seus cidadãos. Cabe agora aos palestinos renunciar definitivamente ao terror e a Israel apoiar qualquer iniciativa que leve ao fim deste terrível conflito. Não é vantajoso para nenhuma das partes a guerra, e todas as mortes sempre serão trágicas. Mas temos que ser sóbrios e observar os tempos. Imaginar uma paz na Palestina como o atual governo de Israel deseja, ou como os Palestinos desejam é uma fantasia. Esta paz só virá de uma forma, quando o povo escolhido finalmente reconhecer o seu Messias Crucificado, rejeitado por pelos seus, mas recebido pelos que eram de fora.


8 comentários:

  1. Olá Demetrius. A paz de Cristo esteja com voce. Ë com tristeza que deixo meu comentário, pois como presbiteriano da IPM, e principalmente como Cristão não posso comungar com tal acepção, tenho amigos arabes e palestinos, convertidos e não convertidos, em Manaus e fora dela pois fui ateu comunista durante muitos anos (17) e combati a fé em Deus com todas as forças e vi ao longo destes 17 anos a discriminação contra judeus, contra cristãos, contra o próprio Deus, e confesso, gostava de humilhá-los, hoje não importa se Cristão, judeu, arabe, o mais importante é ver além das bandeiras, da cor, da religiosidade, devemos ver o Cristo no próximo, digo isso por temer que algumas opiniões, aqui incluo a sua, possam marginalizar um povo que mesmo não conhecendo ao Deus Verdadeiro, tem o seu direito de existir como pátria, como nação.
    A realidade do povo israelense naquela região é de muito ódio, falo com propriedade, sou descendente de judeu, da familia Gil, cujo nome por alguma razão desconhecida foi retirada por meu avô. Arabes e Judeus, tem seus interesses naquela região, e pode acreditar Deus não é uma delas. Devemos como Cristãos orar por eles (Judeus e Palestinos), pois nenhum como nação, conhecem a Cristo como salvador. Deus te abençoe.

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    1. Meu Caro Irmão James Nascimento,

      Paz de Cristo sobre a sua vida e de sua família.

      Lamento que você não tenha concordado comigo nos artigos que publiquei (espero que tenha lido os três), mas concordância não é uma coisa que espero de tudo o que escrevo por todos os que leem o meu blog.

      Porém, há elementos básico sobre alguns temas universais que, em tese, todos nós deveríamos concordar. Entre elas está a questão Israel-Palestina.

      Concordo com o irmão de que nem árabes-palestinos e judeus israelenses conhecem a Deus de fato, e que ambos necessitam de salvação, nossas orações e esforço missionário. Concordo com o irmão de que há muito ódio envolvendo esta questão e que este ódio tem regado a terra de Canaã com muito sangue.

      Todavia sou obrigado, mediante a sua resposta ao meu artigo, defender o meu ponto de vista e discordar de alguns pontos.

      A propósito, este artigo que eu escrevi foi uma resposta a uma pessoa que escreveu também um artigo bastante ofensivo aos judeus e crentes que apoiam a causa israelense, no ano de 2010, cujo autor eu apenas identifiquei pela alcunha de "Mané".

      Dito isto, vamos aos pontos:

      1. Eu não humilho e desmereço ao árabes-palestinos. Cristãos ou não, todos merecem o meu respeito, amizade, orações e apreço. Porém, só podemos ver a Cristo naqueles em que Cristo está. Eu não gosto muito da tônica atual que se dá para quem constrói uma crítica baseada em fatos, rotulando estas como "discurso de ódio", discriminação, preconceito, ou "algumacoisafobia", que no meu caso seria "palestinofobia". Isto é algo inerente ao atual discurso do que é "politicamente correto" e eu não tenho nenhuma relação de compromisso com o "politicamente correto". Minha relação de compromisso é com a verdade, as Escrituras, a pregação do Evangelho e, acima de tudo, ao Senhor Deus. Deste modo não tenho ódio ou preconceito contra palestinos. O que eu tenho é um conceito muito bem formado por meio da verdade existente nas Escrituras sobre Israel, o povo judeu e a terra da Palestina. Com isso não estou dizendo que o irmão me acusou destas coisas, mas quero apenas deixar claro que eu amo árabes e judeus de igual modo, assim como amo os brasileiros como nação e povo.

      2. Como disse antes, eu não tenho nenhuma relação de compromisso com o "politicamente correto" ao ponto de me calar com medo de que minha opinião possa ser usada por terceiros para marginalizar a outros. Muitos que odeiam os homossexuais usam o discurso cristão sobre a família e o pecado para justificar ataques físicos contra homossexuais. Já pensou se a Igreja do Senhor se calasse sobre o pecado do homossexualismo por conta da marginalização feita por pessoas que usam do nosso discurso para validar suas ações violentas? Repudio toda e qualquer forma de marginalização e preconceito (no sentido lato da palavra) contra qualquer grupo social, mas não vou me calar e me furtar da verdade com conta pessoas perversas. Se eu presenciasse alguém espancando um homossexual na minha frente, eu sairia em defesa deste na hora, mas não posso me sentir culpado se o que motivou o agressor a fazer isso foram as próprias páginas da Bíblia (embora nunca a Bíblia seja motivo real para tais ações). O mesmo vale para o caso em questão. Eu escrevo falando sobre a verdade e não escrevo para agradar a gregos e troianos.

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    2. 3. Discordo de que o Estado Palestino tenha direitos de existir como pátria. A Terra de Canaã pertence ao povo de Israel, por herança e promessas. Isso todo cristão sabe. Sabemos também que a criação do Estado de Israel e a migração de judeus para a Palestina são cumprimentos de palavras proféticas das Escrituras sobre o povo de Israel e o retorno do Messias. Israel, ao ser criado em 1948, apenas ratificou um fato que se concretizava muito antes do movimento sionista em 1897. Os judeus na palestina criaram as condições para que Israel voltasse a existir como país, com muito trabalho e esforço. Aos árabes residentes seria dada a plena cidadania israelense com direitos e deveres plenos. Mas quem foi que rejeitou o fato? Os palestinos e os povos árabes ao redor. Um estado Palestino seria uma tragédia humanitária na região. Se toda a Cisjordânia e Gaza fossem absorvidas por Israel, cumpridas as ofertas feitas por este em Camp David e Taba, os palestinos teriam plena cidadania e direitos. Se um estado palestino for criado, será um país miserável, falido e tendo como vizinho um país de primeiro mundo na mesma área. Caso você não saiba, a Palestina nasceria com carências de toda espécie: Infraestrutura, saneamento, abastecimento, mantimentos, defesa, etc. Por culpa de Israel? Negativo. Acontece que nos últimos 50 anos, Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Líbano e Síria aprovaram leis que impedem a migração de palestinos para os seus países, transformando Gaza e a Cisjordânia em terras de refugiados.

      Os palestinos são árabes. E o mundo árabe compreende territórios e países espalhados por dois continentes. Israel é um mínimo enclave de 0.1% do Oriente Médio e Norte da África. Será que não há lugar para estes Palestinos viverem em melhores condições de vida?

      Mas o fato é que o Islã, que prega a extinção de Israel, não admite que os palestinos saiam do território, visto que são buchas-de-canhão em favor da causa do Jihad. O estado palestino só existiria para uma finalidade: expulsar os judeus da área de dentro para fora, já que de fora para dentro, acabar com os judeus, não foi possível. Vide todas as guerras que Israel enfrentou e saiu vitorioso.

      Recomendo ao irmão a leitura deste livro: http://www.chamada.com.br/livraria/detalhes/?cod=CAL

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  2. Boa noite, Demetrius! Procurando por algumas informações na net, por acaso acessei o seu blog. Sou cristã, penso que ainda católica rsrsrs. Tenho procurado me informar sobre o conflito Israel Palestina e vejo com espanto suas afirmações. Creio que o senhor, como evangélico que é, e conhecendo o exemplo de Cristo, para fazer tais afirmações favoraveis a Israel, so pode estar bastante desinformado. Primeiro, se o senhor se deu ao trabalho de pesquisar, os verdadeiros judeus (os ortodoxos), aqueles que seguem os preceitos da religiao judaica, sao totalmente contra a criacao de Israel. Esse estado foi criado pelos sionistas, que inclusive consideraram varias regioes para fundar o estado judeu, e nao necessariamente a Palestina. Não creio que Deus esteja com um povo que so pensa em sangue, que nao considera quem nao é dos seus (inclusive o senhor, que é evangelico e nao tem valor nenhum para os sionistas que so consideram a eles mesmos). Ah, se os evangelicos soubessem o desprezo que os sionistas de Israel tem por quem nao é dos seus... Recomendo ao senhor a leitura do livro OUTRO ISRAEL, de Uri Avnery e o livro A INDUSTRIA DO HOLOCAUSTO, de Finkelstein. Creio que depois dessas leituras o senhor repensará seu amor por esse Estado assassino.
    Abraços!
    Sheila

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    1. Cara Sheila,

      Ao contrário do que você pensa, eu tenho bastante leitura e informação sobre o assunto. Não sou desinformado sobre a causa palestina, o Estado de Israel e as crises do Oriente Médio.

      Como evangélico que sou, estou ciente do exemplo de Cristo e sei que Jesus nunca pregou contra Israel como nação, ou desaprovou sua existência. A diáspora judaica ocorreu devido aos seus pecados e sua teimosia em não reconhecer a Cristo como Messias. Jesus, sim, era denunciador da religiosidade fria e vazia dos judeus daquele tempo e, se estivesse ainda encarnado na Terra hoje, continuaria a criticar sua atitude moral e religiosa.

      Não esqueça, minha cara, que dos judeus vem o Messias, Jesus Cristo, deles são os profetas e as promessas (Romanos 9 a 11), e a rejeição d Deus a esta geração é apenas temporária, até que se complete a plenitude dos gentios. Leia a carta de Romanos e você verá o que digo. O estado judeu hoje, é cumprimento de profecias do livro de Isaías, capítulo 43.

      Os judeus ortodoxos anti-sionistas que você menciona não são maioria no judaísmo, e nem podem ser considerados verdadeiros judeus, pois suas práticas extremadas não os validam como tal, excluindo os demais. Este argumento que você usa tem sérios problemas. Explico:

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    2. 1. Os judeus ortodoxos anti-sionistas são uma minoria raivosa dentro do judaísmo ultraortodoxo, que é composto de cinco subgrupos (os Litaiim, os Hassidim, os Haredim, os Haeda Hacharedit e os Neturei Karta, e os Haredi Modernos). Os Ultraortodoxos não se declaram sionistas, também não fazem oposição ao Estado de Israel, e alguns destes grupos, hoje, mantêm fortes relações com o movimento sionista.

      2. Os únicos Ultraortodoxos contra o Estado de Israel, organizados, são os Neturei Karta. O que você fez foi confundir os Ortodoxos como um todo com este subgrupo dos ultraortodoxos.

      3. Você desconsiderou todo o restante do Judaísmo, representado pelos demais ultraortodoxos, os Ortodoxos Modernos, os Tradicionais. Além disso você excluiu os grupos reformistas, os conservadores e os reconstrucionistas. Nem mesmo entre os ateus marxistas e agnósticos judeus há unanimidade quanto a oposição ao Estado Judeu.

      Ou seja, você está tremendamente equivocada quanto ao judaísmo e ao movimento sionista, bem como ao próprio movimento anti-sionista.

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    3. Deus está com Israel e o povo judeu, por uma aliança perpétua com Abração, Isaque e Jacó, cujas promessas culminam no Messias Jesus, de Nazaré. Estas promessa estão se cumprindo e terão seu cumprimento final na volta do nosso Senhor, para então retomar o trono de Davi. O apóstolo Paulo escreve claramente sobre isso, e estas promessa não foram revogadas.

      Você também comete graves erros ao dizer que o Estado de Israel só pensa em sangue e exclui os demais. Isso é falso, pois o Estado de Israel é a única verdadeira democracia presente no Oriente Médio, cercada de governos ditatoriais e de liberdade civis limitadas. O Estado de Israel possui liberdade religiosa para a prática do cristianismo e do islamismo, e ainda é sede de várias seitas místicas mundiais.

      Tente pregar o evangelho em "terras palestinas" ou nos países vizinhos para você ver o que acontece. Tente andar com uma bíblia na mão nas ruas de Teerã, Bagdá ou Riad, para ver o que acontece?

      Veja se a Irmandade Muçulmana e a Primavera Árabe, tão louvada pela tola imprensa ocidental, promoveu liberdade no Cairo e em todo o Egito?

      Quanto as leituras que você me sugeriu, tenho que lhe informar que conheço os autores e tais obras são peças do anti-sionismo e anti-semitismo. Escrito por detratores de Israel e o movimento sionista. Parte da estratégia internacional de fazer a opinião pública se voltar contra os judeus. Dispenso!

      A obra de Norman G. Finkelstein é quase um coro com Ahmadinejad. Só não nega o holocausto porque ele mesmo é sobrevivente do Gueto de Varsóvia.

      Quanto ao ex-deputado Uri Avnery, esquerdista no parlamento judeu, embora tenha lutado na guerra de 1948, parece que optou pela ilusão de achar que a paz com os árabes muçulmanos é um fato possível.

      Conheço estes homens. Exemplos da visão ocidental sobre o tema, o que me deixa com a certeza que seu estudo sobre o caso só averiguou autores de um lado da história.

      Eu já pensei e repensei sobre tudo isso, minha cara, e cheguei a conclusão que: Sim, amo Israel. Mesmo que ele não me ame. E Yahweh me garante benção se eu orar e apoiar Israel: "Orai pela paz de Jerusalém; sejam prósperos os que te amam." Sl. 122: 6.

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    4. Além destas leituras que você já fez, embora as desaprove, reconheço que são indicadas a sua pesquisa pessoal, recomendo também que leia a obra de Dave Hunt, Jerusalém um Cálice de Tontear (http://pt.scribd.com/doc/4837850/JERUSALEM-UM-CALICE-DE-TONTEAR-Dave-Hunt).

      Também leia os artigos deste site: http://www.beth-shalom.com.br/

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OBRIGADO PELO SEU COMENTÁRIO!

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