quarta-feira, 17 de agosto de 2011

SÉRIE MEIOS DE GUERRA: BTL Y-WING

Um BTL-S3 Y-Wing, do Esquadrão Gold, presente na Batalha de Yavin
Por Darth Metrius

Em certa ocasião, Luke Skywalker, comparou o Y-Wing a um hutt dorminhoco, de tão lento que ele era, se comparado ao demais caças da Aliança. Mas essa característica não seria a única no seu rol de críticas. Apesar de ter sido um arma empregada por muito tempo, carecia de vantagens que outros aparelhos de sua categoria poderiam usufruir. Ainda assim, o BTL Y-Wing não ficou relegado a missões de menor envergadura, participando de muitas batalhas importantes e decisivas, como a Batalha de Endor, por exemplo. A realidade é que o Y-Wing foi uma das colunas da Aliança, e mesmo sendo feio e lento, era peça fundamental em ataques suicidas e missões contra naves maiores. Posteriormente, até ser totalmente substituído, executou tais missões juntamente com o caça B-Wing.
A Arma:
Sendo apelidada de "Osso da sorte", Wishbone, o caça Y-Wing foi introduzido pela Aliança Rebelde e utilizado pela Nova República como um caça-bombardeiro. Suas missões básicas consistiam em atuar como caça ao longo de sua rota até o alvo, despejar a sua carga de bombas, e voltar do alvo derrubando o máximo de caças inimigos pelo trajeto.

Seu armamento básico era poderoso, composto de dois lançadores de torpedos de prótons, dois canhões lasers potentes e mais dois canhões de íons. Um soquete para acoplar uma unidade R2, permitia que o dróide atuasse como co-piloto e gerenciasse os demais sistemas na nave, deixando o piloto com apenas a tarefa de voar, derrubar inimigos e lançar bombas.

Construído pela empresa Koensayr Manufacturing, era um caça robusto, bem blindado e resistente, mas sofria com lentidão e manobrabilidade inferior, se comparado com os demais caças. Mas estas deficiências eram compensadas, em parte, pelo seu armamento poderoso, incluindo os canhões de íons, que poderiam neutralizar caças inimigos sem destruí-los. O Y-Wing, além de ser utilizado pela Aliança, muitas outras organizações fizeram uso deste aparelho, entre eles, piratas.

BTL-B Y-Wing em 21(?) BBY
Com um design original robusto, no modelo BTL-B Y-Wing, introduzido durante as Guerras Clônicas, apresentava algumas falhas de projeto, o que obrigava as equipes de manutenção em terra retirar quase toda a fuselagem da nave para poder realizar os devidos reparos. Tal tarefa era por demais enfadonha para os técnicos, que durante a Guerra Civil, decidiram remove-la em definitivo. Por esta razão, os modelos originais passaram a apresentar-se sem o chapeamento do casco externo, ficando este apenas ao redor da cockpit, expondo todo o casco principal. Todos os modelos posteriores já vieram livres da fuselagem externa. Seu cockpit poderia se destacar do corpo principal do caça, transformando-se em um módulo de fuga, pelo menos nos modelos BTL-S3 Y-Wing.

Apesar de sua notável deficiência em velocidade e manobrabilidade, o Y-Wing foi um aparelho durável e resistente, de pesada armadura e blindagem, o que o fez ser um dos caças preferidos dos pilotos rebeldes, mesmo depois da introdução do B-Wing como seu substituto, que por sinal, era mais lento. Quando o B-Wing foi introduzido, a Aliança modificou sua tática, usando os X-Wing e os A-Wing para atacar e distrair o fogo dos caças e artilheiros inimigos, deixando o ataque às naves capitânias por conta dos B-Wing e dos seus colegas veteranos, os Y-Wing.

Os modelos básicos do BTL Y-Wing se constituem nos:

1. O BTL-B Y-Wing, original. Introduzido durante as Guerras Clônicas, ele contava com, além do dróide mecânico, um atirador que ficava em uma torre atrás do piloto, protegido por uma bolha de vidro que girava em 360 graus. Em futuros BTL-Bs, esta torre de vidro foi substituída por uma torre operada de dentro do cockpit. Foi introduzido por volta de 22 - 21 BBY.

2. A variante BTL-S3 Y-Wing era um caça-bombardeiro biposto e se tornou a configuração mais comum na frota rebelde. Esta variante teve várias de suas unidades modificadas em seu armamento. A torre defensiva, por exemplo, teve seus canhões de íons substituídos por armas de tiro-rápido, e canhões de partículas no lugar dos canhões lasers. Foram usados principalmente contra os destróieres imperiais, e foram paulatinamente substituídos pelos caças B-Wing. Uma subvariante desarmada era utilizada como transporte, com capacidade para até 5 passageiros.

3. O BTL-A4 é uma variante monoposto, sem o artilheiro e sem a torre com os canhões de íons. Era a versão mais comum entre os piratas, mercenários e frotas particulares, mas também foi usada pela Aliança. Sua função primária era de caça, mas também atuava como bombardeiro. Estavam presentes na ação da Batalha de Yavin (0 BBY) e Endor (4 ABY). Havia uma subvariante do BTL-A4 chamada BTL-A4 (LP), com modificações nos motores, tanques de combustível, hiper-propulsor e armas. Sua missão primária era a escolta e reconhecimento de longo alcance.

Sua história de façanhas e ações é bem longa. Projetado para servir a República Galáctica nas Guerras Clônicas, foi utilizado por um esquadrão clone, comandado por Anakin Skywalker, que perseguiu e destruiu o cruzador pesado, Classe Subjugator, Malevolence. Também participou das Batalhas de Kamino, Malastare, e Ryloth.

A empresa Koensayr ofereceu o projeto para o Império Galáctico, que o rejeitou. Por esta razão, os Y-Wing foram vendidos para vários compradores e o projeto acabou caindo nas mãos dos rebeldes, que passaram a ser o maior comprador da empresa, e fabricar o aparelho sob licença. Os Y-Wing já estavam em serviço, na variante BTL-S3, já em 18 BBY, e nos primeiros anos da Rebelião, foi o principal caça utilizado, se não o único. Por ter sido largamente empregado no início da guerra civil, também foi o modelo mais abatido.

Mesmo depois da introdução do caça X-Wing, o Y-Wing continuou a ser parte importante da Frota Rebelde, devido ao seu grande número de sucessos em missões. Como arma de desativação, sua utilidade era inestimável, devido aos seus canhões de íons. Mesmo depois do início de sua substituição pelos B-Wing, ele ainda apresentava vantagens, como velocidade e armadura superior ao seu substituto. O Y-Wing foi fundamental na Batalha de Endor, uma vez que as unidades B-Wing ainda eram limitadas e nem todos os pilotos haviam recebido treinamento para o novo caça.

BTL-A4 LP Y-Wing
Posteriormente, os Y-Wing foram relegados a missões de defesa planetária, devido a sua idade e dificuldade de se manterem atualizados e em constantes reparos, já que sua produção havia encerrado a anos e com peças de reposição em falta. Mas este triste fim dos Y-Wing não foi total, já que a subvariante LP se mostrou vital nas missões de escolta e reconhecimento de longa distância, ao lado da subvariante do X-Wing, o T-65BR, que tinha as mesmas funções. Muitos Y-Wing, velhos e teimosos guerreiros, ainda podiam ser visto em ação pela Galáxia, por volta de 40 ABY.


O BTL Y-Wing Starfighter, era um caça-bombardeiro. Em média, no seu seu modelo definitivo, seu custo era de aproximados 135.000,00 créditos imperiais. Um modelo usado custava 65.000,00 créditos. Tinha um comprimento de 16 metros, das armas dianteiras até o final das suas naceles vazadas. Seus motores Koensayr R200, de íons a jato, lhe garantem uma velocidade máxima de apenas 1.000 Km/h, na atmosfera (na variante BTL-B a velocidade era pouco mais de 948 Km/h.); também equipado com sistema de hiper-propulsão Koensayr R300-H, tudo isso alimentado por geradores de potência Novaldex, com células criogênicas de potência e reatores de ionização.


Em termos de proteção, blindagem e armas, o Y-Wing possuía um sistema de escudos defletores modelo Chempat, bastante forte para um caça, já que a sua natureza exigia proteção contra fogo inimigo em terra. Seu casco era de titanium reforçado com liga de alusteel, uma liga metálica altamente durável e resistente, boa para compensar naves que perderam os seus escudos. Seu armamento (arsenal completo) consistia de dois canhões lasers Taim & Bak IX4 ou KX5, como arma principal e de grande poder de fogo, uma bateria com dois canhões de íons leves ArMek SW-4, dois tubos para lançadores de torpedos de prótons Arakyd Flex, além da carga de bombas de prótons.


A tripulação, de modo geral era de um piloto, um co-piloto artilheiro e um dróide astromecânico. Algumas variantes contavam com apenas o piloto. Contava com assentos ejetores e seu cockpit podia se destacar do corpo da nave. Sua capacidade de carga era de 110 kg (fora a carga de bombas).


Paralelos:
Na atualidade, os caça-bombardeiros são designados como "aeronaves de assalto" ou "aeronave de ataque", na doutrina militar americana. Já no Reino Unido, o termo caça-bombardeiro ainda é utilizado, sendo empregado também, mais recentemente, o termo "Ataque ao solo", sendo este também empregado na OTAN. Por vezes, os caças Y-Wing também recebiam estas designações.


Podemos encontrar notáveis paralelos para o Y-Wing em nossa realidade, e no tocante a II Guerra Mundial, penso que uma aeronaves possa ser a mai similar em função e inspiração, sendo este o Ilyushin IL-2 Sturmovik. O Y-Wing, apresenta tamanha semelhança com o seu colega soviético Il-2, que ambos parecem ser irmão gêmeos separados dimensionalmente e historicamente.


Ilyushin Il-2 3
O Il-2 foi uma aeronave rústica, mas eficiente, consebido para o ataque ao solo, e que por vezes atuou como caça, na falta de aparelhos mais eficazes para esta função, na época de sua introdução. Foi a segunda aeronave mais produzida na guerra, ficando atrás apenas do Messerschmitt Bf-109, com pouco mais de 36.000 unidades fabricadas, e é considerada a melhor aeronave de ataque ao solo da II Guerra Mundial. Era um excelente bombardeiro de mergulho, e um matador de tanques. Os alemães o apelidaram de "Schwarzes Tod" (a "Morte Negra").  Já os aliados, principalmente os soviéticos, o apelidaram de "Tanque Voador", "o Corcunda" pelos soldados russos, e carinhosamente de "Ilyusha", pelos seus pilotos. Teve um papel de extrema importância entre os aliados no Fronte Oriental. Na opinião dos soviéticos, foi a aeronave decisiva da guerra.


Fabricado pela Ilyushin, para atender a uma demanda por uma aeronave de ataque ao solo blindado, seu princípio remonta aos anos 30. Projetado em 1938, o Il-2 era um avião biposto, de asa baixa, com 700 kg de blindagem, que envolviam o cockpit do piloto, o artilheiro, os tanques de combustível, o motor e o radiador. Esta pesada blindagem somava 15% do peso total do aparelho, espalhada na própria estrutura e armação do avião, tornando-o quase que impenetrável. Seu primeiro voo foi em 02 de outubro de 1939, entrando em serviço em 1941 e sendo produzido até 1945. Neste quesito, lembramos que o BTL Y-Wing também era dotado de uma forte brindagem, tornando-o um caça robusto.


Como em 22 de junho de 1941, ano da invasão da União Soviética pelos nazistas, só haviam 249 Il-2 fabricados, além de pilotos e técnicos sem treinamento adequado para operar e manter a aeronave, muitas delas foram perdidas em combate. Mesmo após a aceleração de sua fabricação, chegando as mais de 36.000 unidades, suas baixas eram grandes. Cerca de 10.762 unidades perdidas ao todo; o maior número de baixas na guerra. Este fato, além de causas humanas, também foi fruto da pouca quantidade de aviões puramente de caça, o que obrigava o Il-2 a realizar missões deste tipo. Todavia, estas baixas não sinalizavam fracasso, pois todas as missões que o Il-2 realizou, foram de sucesso total.


Os Il-2 atacavam em mergulho de 30 graus, para lançar suas bombas, ou disparar seus canhões anti-tanque contra seus alvos. Foi mortífero para os pesados tanques alemães, principalmente o Panther e o Tiger I.  Uma outra extraordinária capacidade do Il-2 foi demonstrada quando seus esquadrões se revelaram em condições de se defenderem sozinhos dos caças alemães Bf-109.


A eficácia do Il-2 é, alguns pontos, discutível, embora haja documentação que comprove ações na Batalha do Kursk (07 de julho de 1943) que dizem que 70 tanques da 9ª Divisão Panzer foram destruidos em vinte minutos. Ataques contra tropas, comboios, blindados e infantaria se mostraram devastadores, embora encontros com armas AA de calibre entre 20 e 40 mm tenham resoltado na destruição de ambos. Inicialmente, a precisão dos ataques dos Il-2 não era confiável e suas armas apresentavam problemas em destruir o inimigo, sobretudo os foguetes e as bombas. Em 1943, este problema foi solucionado, ao capacitar da aparelho com uma carga de 192 bombas de pequeno calibre, mas que, lancadas a 100 metros do chão, ao longo de uma linha inimiga, criava um corredor de fogo de 70 metros de comprimento por 15 metros de largura, garantindo a destruição dos alemães. Esta tática, aplicada pela primeira vez por seis Il-2 em uma missão, destruiu 15 tanques alemães. No fim dos conflitos, cerca de 422 tanques haviam sido destruidos com este método.

Graças a sua pesada blindagem, o Il-2 se mostrou difícil de abater, podendo receber pesadas rajadas sem ser derrubado. Conta-se que um Il-2 chegou em sua base em segurança, após sua missão, sendo contabilizado 600 impactos diretos de projéteis de caças inimigos, causando danos estruturais e na blindagem, sem contudo atingir o piloto e seu parceiro. O grande perigo para os Il-2 eram as artilharias AA. As armas de 20 mm geralmente não eram suficientes para derrubar um Il-2, mas as de 40mm se mostravam mais promissoras. Entretanto, os Il-2 não eram páreo para as temidas baterias de 88 mm. Foi esta capacidade de suportar ataques diretos de armas AA e de caças inimigos que rendeu ao Il-2 o apelido de "Tanque Voador".

Tal qual o BTL Y-Wing, o Il-2 contava com um artilheiro que ficava atrás do piloto. Esta torre traseira, em geral, era armada com uma metralhadora de 12,7 ou 13 mm. Esta arma se mostrou eficaz contra caças inimigos, tendo um registro oficial de que um Il-2 abateu sete Bf-109 em uma batalha, pelo artilheiro. Mas as taxas de mortalidade entre os artilheiros eram altas, devido pouca blindagem, em relação aos restante do avião. Esta particularidade é muito semelhante ao do BTL-B Y-Wing, que teve sua torre de canhões de íons na antiga forma de bolha, retirada. Devido a alta taxa de mortes de clones artilheiros nesta bolha, os modelos subsequentes  por uma torre controlada de dentro do cockpit blindado. O Il-2 também sofreu várias modificações na estrutura da blindagem para proteger melhor o artilheiro.

Em combates Ar-Ar, os Il-2 eram inferiores aos Bf-109 e Fw-190, porém conseguiam algumas vitórias. Já contra outros caças alemães, ele se saía muito bem. Os Henschel Hs 126 eram as principais vítimas dos Il-2, até meados de 1942. Os "Stukas" Ju-87 também sofriam pesadas baixas sob o fogo dos Il-2. As armas de 7,9 mm do Stuka se mostravam ineficazes. E de semelhante modo, como os Y-Wings rebeldes que atacavam com força total os destróieres imperiais para derrubar os seus escudos defletores e assim causar danos na superestrutura das naus, os Il-2 eram designados como carrascos dos Ju-52, dos He-111 e dos Fw-200. Em outras palavras: o Il-2 Sturmovik era um interceptador eficaz.

O Il-2 Sturmovik foi fabricado em várias versões, inclusive em versões com apenas um tripulante, assim como os BTL Y-Wing. Houve uma versão destinada ao reconhecimento e as demais eram para interceptação de bombardeiros, ataque ao solo, anti-tanque e treinamento. Seu motor foi melhorado, para poder ledar com o seu peso e carga, tendo mais potência que o original. Entretanto, sua velocidade era baixa, o que não permitia a sua atuação como um caça puro, embora a sua concepção jamais tenha pensado neste tipo de missão originalmente. Assim como o Y-Wing, o Il-2 era desajeitado, lento e de manobrabilidade não muito boa, além de uma aparência feia.

Tomando com base a variante Il-2 M3, o Sturmovik possuía um comprimento de 11,6 metros, uma envergadura de 14,6 metros, e a altura de 4,2 metros. Seu peso era de 4.360kg, e seu motor era um Mikulin AM-38, de 1720 hp, que lhe garantiam uma velocidade de máxima de 414 km/h. Seu raio de ação era de aproximados 720 quilômetros. Seu armamento era composto de dois canhões fixos de 23 mm Vya-23; duas metralhadoras de 7,6 mm ShKAS; uma metralhadora traseira de 12,7 mm Berezin UBT; até 600kg de bombas; e oito foguetes RS-82 mais quatro foguetes RS-132.

No cenário moderno, não temos uma aeronave de asa fixa que tenha tamanha semelhança com o BTL Y-Wing como tinha o Il-2 Sturmovik. Poderíamos citar aeronaves de asa giratória, mas isso dificultaria muito as comparações, tendo em vista que estes veículos podem operar e executar missões pairando em um ponto no ar, o que o Y-Wing, apesar de poder decolar verticalmente, não possuia esta habilidade.

Neste caso, só nos resta dois paralelos finais para o Y-Wing em nossa Sistema Solar: o Fairchild Republic A-10 Thunderbolt II e o British Aerospace/McDonnell Douglas Harrier II. Ambos são caças-bombardeiros, embora o A-10 tenha sido projetado exclusivamente para o ataque ao solo.

Fairchild Republic A-10 Thunderbolt II
A introdução do A-10 Thunderbolt II veio em uma época em que a USAF apostava em bombardeiros de alta altitude e de caças de alta performance. Como os caças de apoio aéreo eram desprezados, esta tarefa ficou relegada aos helicópteros. Porém, em março de 1977, entra em serviço o A-10. Ele foi projetado para missões em baixa altitude, baixa velocidade, contra blindados (sobretudo os soviéticos). Sua linhagem remonta ao A-1 Skyrider, e embora tenha revelado um grande potencial durante os testes, que o levaram a ser introduzido, os críticos nunca o deixaram em paz, até que em 1991, durante a I Guerra do Golfo, o A-10 provou seus méritos em ação. Destinado para missões de ataque ao solo e apoio aéreo aproximado, tem como missão secundária o controle aéreo avançado. Contra o Iraque, o A-10 destruiu cerca de mil blindados, 2000 veículos militares e mais de mil peças de artilharia. Suas baixas foram mínimas, bem inferior ao estimado.Em sua tragetória de sucesso, o A-10 foi empregado na Guerra do Kosovo (1999), em 2001 na Invasão do Afeganistão, e na II Guerra do Golfo (2003), que perdeu apenas um dos 60 aviões enviados.

Devido ao seu baixo custo e manutenção barata, ele será atualizado e moderniozado até 2028, quando será substituido pelo F-35B Lightning II. Especula-se, contudo, que sua sobrevida possa ser estendida indefinidamente, pelas razões inicialmente citadas.

O Thunderbolt II tem um design que lembra vagamente o Y-Wing, possuindo dois motores na traseira, um ao lado do outro. Mas no quesito desempenho, o pouca velocidade do A-10 não é um problema para ele, mas sim uma vantagem, já que ele se torna muito manobrável em baixas velocidades, diferentemente do BTL Y-Wing. Outra diferença é a tripulação, que se resume a apenas um piloto (salvo a variante noturna).

O A-10 pode pousar e decolar de pistas curtas, permitindo operar de aeródromos primitivos. Outra característica do A-10 é a sua durabilidade, que é semelhante ao do Y-Wing e do famoso Il-2. Ele é uma aeronave difícil de abater, e registrou-se um A-10 que foi seriamente avariado durante um ação sobre Bagdá (2003), mas voltou com segurança para a base. Sua resistência é tamanha, que ele pode voar mesmo com metade de uma das asas, só com um motor e também sem uma das caudas gêmeas. Sua blindagem é forte e moderna, utilizando materiais leves e resitentes, mas na cabine, a blindagem é de titânio armado, podendo resistir a 23 impactos de armas de 53 mm.

O A-10 possui 16,26 metros de comprimento, uma envergadura de 17,5 metros, e altura de 4,4 metros. Seus dois motores General Electric Turbofans TF34-GE-100A lhe garantem a velocidade máxima de 706km/h, ao nível do mar.

Seu armamento principal é um canhão infernal montado abaixo do cockpit, no nariz do avião. Todo o maquinário do canhão Gatling de 30mm GAU-8, de 1174 rotações, fica instalado na linha central do nariz, obrigando o trem de pouso dianteiro ser deslocado para a direita, indo da ponta do nariz, com o "cano" (na verdade são sete canos giratórios) até o tambor que fica bem abaixo do piloto, na extremidade posterior do cockpit. É uma arma do inferno! A munição padrão é de alumínio, com núcleo de urânio exaurido, incendiária e perfuradora de blindagem. A velocidade inicial do projétil: 1067 m/s. Sai da frente, que o A-10 é a "ignorância" em pessoa! Nas asas e fuselagem, há 11 cabides para mais de 7 toneladas de armamentos, entre eles: Bombas Mk 82, Mk 83, e Mk 84; BLU-1, BLU-27/B Rockeye II e CBU-52/71 bombas de clusters; bombas guiadas a laser: GBU-10 Paveway II, GBU-16 Paveway II, GBU-24 Paveway III, e GBU-12 Paveway II; Mísseis AGM-65 Maverick e AIM-9 Sidewinder; entre outras medidas.


Mas existe um outro caça da qual se pode traçar alguns paralelos interessantes: o BAe Harrier II, a segunda geração do Hawker Siddeley Harrier. Atualmente manufaturado pela britânica BAE Systems e pela americana Boeing, o Harrier II é um caça de sucesso, como aeronave de ataque V/STOL (acrônimo em inglês de "Vertical/Short Take-Off and Landing").


Bae Harrier II
De uma linhagem de caças de decolagem e pouso verticais, desenvolvidos com sucesso desde o final dos anos 50 e meados dos anos 60, o Harrier II é descendente direto do Hawker Siddeley P. 1127/Kestrel, o primeiro caça V/STOL da família, e experimental (9 unidades construidas). O Kestrel deu origem ao Hawker Siddeley Harrier, a primeira geração do Harrier, projetado como caça de ataque ao solo, e manufaturado pela empresa Hawker Siddeley, e que deu origem a segunda geração British Aerospace/McDonnell Douglas Harrier II, cuja versão americana passou a ser fabricada pela Boeing, já citada por nós.


O Harrier foi projetado para servir ao Reino Unido em caso de uma guerra contra a União Soviética. Se os aeroportos e bases britânicas fossem atacadas, o Harrier seria uma aeronave que dispensaria esta infra-estrutura para poder entrar em ação. Uma versão embarcada, o Sea Harrier, foi criada para operar de porta-aviões. Curiosamente, na atualidade, as especificações do Sea Harrier foram destinadas para os caças baseados em terra, e vice-versa.


O Harrier II foi desenvolvido pelas duas empresas, inicialmente pela McDonnel Douglas, que criou a versão AV-8B Harrier II, que deu origem a versão britânica BAe Harrier II, ambas com seus primeiros voo em 1979 e 1985, respectivamente. A versão americana entrou em serviço em agosto de 1985, enquanto a versão britânica, em dezembro de 1989. Atualmente a versão britânica foi retirada de serviço, mas a versão americana está em uso. Os ingleses previam que algumas unidades ainda iriam operar até 2018, quando os F-35 B (V/STOL) e C (embarcado) Lightning II seriam introduzidos definitivamente. Entretanto a decisão foi tomada para março de 2011, e agora o Harrier II está aposentado em absoluto.


Quanto ao Harrier II, para fins de descrição, vamos tomar a versão britânica (GR.7) que, apesar de estar fora de serviço da RAF e da Royal Navy, é um aparelho mais recente que o AV-8B americano, e suas unidades serão sendo vendidas para outros países, e possivelmente ficando em operação no lugar do modelo Harrier antecessor, como na Marinha Real Tailandesa, que ainda o opera.


Uma particularidade logo visível é a sua capacidade de decolar verticalmente, o que é um atributo comum a todas as naves de Star Wars, onde tanto o Harrier II e o BTL Y-Wing compartilham similaridade.


Em seu histórico operacional, o Harrier sagrou-se como um caça de mérito, devido ao sucesso do seu antecessor da primeira geração. Muitos críticos diziam que o Harrier era um caça que, devido a baixa velocidade, não sendo um caça de alto desempenho, seria alvo fácil para qualquer inimigo supersônico. A Guerra das Malvinas (1982), provou que os críticos estavam errados. Mesmo sem a capacidade de atingir velocidades acima de Mach 1.0, o Harrier foi capaz de entrar em escaramuças contra os Mirage III argentinos e vencer. Nos céus das Ilhas Malvinas, vários pilotos argentinos perderam a vida sob o fogo dos caças britânicos.


Este é um exemplo daqueles casos em que os especialistas militares criam dogmas sobre táticas e estratégias de batalha, das quais muitas passam a crer e, após um evento como o acima mensionado, são obrigados a rever conceitos. Embora os militares da Velha República e da Aliança Rebelde - pelo menos até onde sei - nunca tenha substimado o BTL Y-Wing como se fazia com o Harrier, ele era coerentes o suficiente para saber que nem sempre os Y-Wing seriam eficazes contra os caças inimigos. Prova disto foram as pesadas perdas sofridas na Ação contra o Malevolence em 21(?) BBY e na Batalha de Yavin (0 BBY) contra a Estrela da Morte. Entretanto, nenhum Y-Wing foi relegado a missões que evitassem os caças inimigos. Se aquele foi projetado para ser uma espaçonave de ataque, sendo preferencialmente enviado para atacar cruzadores, ainda assim seus pilotos e suas missões incluiam o "dogfighter" como parte de sua rotina, como se verifica na Batalha de Endor (4 ABY). Nas Malvinas, os pilotos ingleses souberam explorar o melhor do Harrier, transformando um caça de ataque ao solo, em um caça interceptador, com excepcional resultado.


O Harrier II é um caça tripulado por um piloto apenas, tendo pouco mais de 14 metros de comprimento, por 9,25 de envergadura e 3,5 de altura. Seu peso é de quase seis toneladas e, quando totalmente carregado, pode passar de sete toneladas. Possui um único, mas poderoso motor de empuxo vetorial Turbofan Rolls-Royce Pegasus Mk. 105. Sua velocidade máxima é de 1.065Km/h, muito próximo do BTL Y-Wing, e seu raio de combate é de 556Km. Seu armamento principal é um canhão de 25mm General Dynamics GAU-12 Equalizer, com cinco canos e de 300 giros por segundo, ou dois canhões simples de 30mm ADEN. Além disso, ainda há oito cabides sob as asas para comportar quatro foguetes, até seis mísseis AIM-9 Sidewinder ou quatro AGM-65 Maverick, além de bombas guiadas a laser e bombas de ferro.

Em todos os paralelos traçados até agora, o BTL Y-Wing tem sido o mais interessante, sobretudo no que se refere ao seu colega Ilyushin Il-2 Sturmovik, que apresenta tantas similaridades, principalmente no quesito histórico e desempenho, que fica difícil não crer que ele tenha sido uma inspiração para a criação do Y-Wing. Já as aeronaves mais modernas compartilham parcialmente algumas semelhanças, mas têm em comum muitos aspectos curioso, principalmente em relação a projetos e posterior utilização. O Y-Wing, como caça-bombardeiro, alvo de críticas e de feiura, na realidade faz justiça a sua posição dentro da Aliança Rebelde, como um dos pilares de sua força espacial.

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