sexta-feira, 4 de março de 2011

"AMOR" IRRESPONSÁVEL OU AMOR SINCERO?: O Falso Acolhimento do "Corretamente Cristão"

Por Demetrius Farias

Atualmente, sobretudo após o aquecimeto das atividades de militâncias LGBT, toda e qualquer oposição e crítica ao comportamento homossexual (e a quaisquer outro pecado, diga-se a verdade), recebe imediata retaliação de homossexuais e simpatizantes mais exaltados, acadêmicos intelectualóides, socialistas, pensadores verborrágicos, profissionais das "ciências humanas", parte do populacho "maria-vai-com-as-outras", e por fim, da mídia (global?) e dos formadores de (des)opinião. O argumento: O Politicamente Correto.

Contudo, o mais tenebroso da situação não são estes ataques externos - que são esperados. O pior é quando se lê algo do tipo em sites e periódicos cristãos, ou ainda quando se assiste um debate ou uma entrevista pela TV, onde um "crente esquerdista" vem com a mesma ladainha do ímpio: "O Corretamete Cristão". Mais abusivo e irritante, é quando você lê algo do tipo, escrito por alguém próximo de você, que mora na sua cidade, e talvez até seja um irmão seu de sua igreja, reproduzindo uma falácia que não produz maturidade cristã alguma, mas apenas lança panos-quentes em questão bastante delicadas, relativamente ao pecado e a falta de disciplina.

Ok, Demetrius! Você vai pedir que calem a boca do sujeito?

É CLARO QUE NÃO! Se eu fizesse isso, estaria me traindo. Eu serei o primeiro a defender o direito de um "cabrito" escrever seus pensamentos e publicá-los. Mas que se deixe claro que também sou defensor de, ao fazer isso, o direito de resposta, de contraditório, de refutação, denúncia, desmascaramento, direito a réplica e tréplica, também possam ser exercidos de forma livre por outro interlocutor, ao contrário do que parte da sociedade dita esclarecida, deseja suprimir, impedindo que as pessoas possam ter a oportunidade de ler outra coisa, afim de não tomar algumas asneiras escritas e divulgadas como verdades evangélicas.

É neste pacote democrático que vem o direito de qualquer Zé Mané vomitar toda a sua argumentação pós-moderna e emergente, e eu de igual modo, apresentar a minha opinião contrária, após 31 anos de idade, e dizer o que penso sobre os absolutos de Deus, sua Palavra, a Verdade em contraponto da mentira, com toda a exclusão do relativismo irresponsável e inconsequente, imbuído de "achismos" e loucura infernal travestida de sabedoria celeste.

Semana passada, li mais uma bobagem na blogosfera cristã - na página de um velho conhecido nosso. O autor praticamente acusou todo mundo (que não faz parte a turma dele - os "esclarecidos ex-submarinos" cristãos), de odiar os gays e não demonstrar nenhum amor por eles, sermos intolerantes e julgadores. Tem horas que eu me pergunto: "Estes 'crentes' vivem em que planeta?"

Deixa eu dizer algumas coisas:

É fato aceito que ao longo da história o cristianismo cometeu - e vem cometendo - erros graves e outros gravíssimos, principalmente a partir do século quinto. Imagino que o ápice das barbaridades em nome da cruz, foram as Cruzadas, a "Santa" Inquisição, a Contra-Reforma, o Massacre da Noite de São Bartolomeu e a Guerra dos Trinta Anos. Mas neste dossiê, não é só o catolicismo que agiu mal. Verdade seja dita: Mesmo sendo um presbiteriano convicto, não fecho os olhos para, por exemplo, os julgamentos nos tribunais de Genebra que levaram centenas de condenados por heresia para a fogueira, prisão, excomunhão, banimento, entre outras formas de sentença. Zelo sem amor? Podemos até dizer que sim. Mas no que tange ao protestantismo, jamais você verá um fato ligado a puro ódio, impetrado por aqueles que foram ou são "nascidos de novo". Os luteranos na Alemanha do século XVI, por exemplo, são acusados até hoje de cometerem verdadeiras matanças entre os camponeses, durante a Reforma. Mas o que a história esconde, ou não faz questão de dizer, é que muitos dos "convertidos", na realidade eram apenas pessoas que se valeram da reforma para, com objetivos políticos, se livrar do poder de Roma e de seus suseranos católicos. De luteranos não tinham nada.

Me respondam uma coisa: Quantos crentes verdadeiros você conhece que saem matando, declarando ódio aberto, ou discriminando de forma extremamente má e preconceituosa? Ora, uma coisa é certa: Não se pode lançar em vala comum todos os que cometem crimes contra Cristo e a sociedade, em nome da fé cristã, juntamente com quem, até por ignorância (independente de religião e presente em qualquer sociedade), ou mesmo receio pelo diferente ou ameaçador, se escandaliza com o que realmente gera escândalo ou traz desconforto.

Tanto no Brasil (é mais comum nos Estados Unidos da América) quanto em outros países, é sabido que existem grupo ultra-radicais que levam o seu zelo por ensinos extra-bíblicos a extremos reprováveis. No nosso contexto brasileiro, muitas são as comunidades evangélicas que vão além da crítica e passam para a rejeição pessoal sem dó. Não se pode negar que em nossas comunidades sempre existirão aqueles que se acham acima de qualquer julgamento e, usando da língua, irão maldar ou condenar ao inferno um pecador, sem ao menos dizer que há perdão de pecados na pessoa de Cristo. Deve-se apresentar o evangelho por completo. Falar de perdão, mas também falar de condenação.

Acusar as demais igrejas ou parte delas de preconceituosas contra os homossexuais é igualmente um juízo temerário, tão pecaminoso quanto atirar alguém no inferno sem apresentar antes a pessoa de Cristo. Não posso aceitar ser acusado de uma prática que nada tem haver com o protestantismo. Discurso de Ódio, Preconceito (com P maiúsculo), Homofobia, racismo, sexismo, entre outras males, não fazem parte da fé evangélica.

Há uma grande diferença de conduta e de atitude de alguém que realmente passou para Cristo se comparado a alguém que se diz apenas um cristão, mas vive como qualquer pagão ou ímpio (cristão nominais). E pior: Mais ímpios são os que alegam que a graça divina é quem deve se preocupar em santificar o crente, podendo este levar a mesma vida que tinham no mundo, só que agora de forma a identificar-se como seguidor de Jesus, sem se preocupar ou buscar santificação pessoal. Pobres coitados! Se Cristo dependesse destes embaixadores do inferno, nada mais de cristianismo existiria no mundo.

Posso dizer que um membro da Kun Klux Klan, que ateava fogo a cruz, matava, torturava e aterrorizava negros nos EUA era um salvo em Cristo? Jamais! Isso era protestantismo? Não. Posso dizer que um "crente" membro da Igreja do Reich, durante o regime nazista na Alemanha dos anos 30 e 40, que lia o Mein Kampf ao invés da Bíblia, e entregava judeus para a Gestapo, era um salvo em Cristo? Nunca! Isso era Protestantismo? Jamais! Discordo de tudo isso.

Em uma espécie de rotulação inversa, alguns querem convencer os demais de que crentes conservadores são uma espécie de extensão ou subcategoria de intolerantes fundamentalistas. Todavia rejeito toda esta forma de tentar, ainda que apenas espiritualmente, criminalizar o que não é crime: o direito e dever cristão de denunciar o pecado e as suas várias manifestações na sociedade.

O que eu detesto neste discurso falacioso de evangélicos progressistas, emergentes liberais e esquerdistas, é a falsa piedade, que só se ocupa em condenar os demais protestantes e evangélicos e não oferece nada de prático e sadio como alternativa para a sociedade, como se a pregação do evangelho tivesse perdido seu Poder em face da cultura e sociedade hodierna, ou como se ela apenas se resumisse a aceitação de todos sem fazer nenhuma ressalva. Isso é qualquer coisa, menos o verdadeiro Evangelho de Cristo.

Mané (para dar uma indicação do autor ao qual estou criticando), tu vives em que mundo, me responda? Que igreja é essa que odeia os outros a qual você descreve? É a sua? Pois a minha não é. Pois que fique claro que encarnar o evangelho não significa tolerar o pecado sem defini-lo e apontá-lo como tal. Infelizmente o mesmo só se manifesta nos membros, nas palavras e na mente do homem, e não há como apartá-lo deste sem a redenção final de Jesus em nossa vidas. Me responda: Posso dizer que a mentira é pecado? Se posso, a igreja deve disciplinar o irmão em pecado de mentira, repreendê-lo? Ou devo só dar-lhe um abraço, um tapinha nas costas, e não falar mais nada, deixando que a (des)"graça" faça todo o trabalho de tornar o mentiroso em um santo? Isso é qualquer coisa, menos o Evangelho. Como diz a escritura: "Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal." (Jeremias 13:23)

Por conta de uma "graça" totalmente estranha a verdade da Bíblia e do Evangelho, se prega uma tolerância a prática do pecado, abolindo a disciplina da igreja, a repreensão e a educação na justiça, acusando as igrejas que assim fazem de farisaicas e julgadoras. Aliás, parece doce na boca desta gente, as palavras de Jesus, reproduzidas isoladamente e sem contexto: "Não julgueis para que não sejais julgados". Primeiro: Julgar os outros é uma prática comum dos desigrejados e "decepcionados" com Deus (como se a criatura tivesse algum direito de protestar contra Deus; gente que abraça o pecado e não suporta ouvir a verdade). Segundo: O juízo temerário é bem diferente do juízo que cada cristão faz de tudo em sua volta, com base na mente de Cristo, e que diferencia o bem e o mal, o santo e o profano. Compadecer-se do pecador, não é tolerar a prática do pecado dentro da igreja, de forma aberta e patente a todos.

Querem abordar o assunto e trazer uma resposta ao problema do homossexualismo (e sua militância) dentro e fora da igreja? Saiba-se que se tem alguém que se omite, é justamente quem quer acolher sem propor mudança, como se isso gerasse algo de bom. A verdade deve ser completa. O Evangelho de Cristo apresenta a misericórdia de Deus e a oferta da redenção e do perdão dos pecados para aqueles que aceitam o sacrifício de Cristo na cruz, por meio do Sangue do Cordeiro, libertando todo homem arrependido de seus maus caminhos da condenação do diabo e do inferno. Mas o Evangelho sim, também fala da ira de Deus sobre o pecador, seu horror ao pecado, e sua santidade. Fala do Juízo Final, da condenação eterna para aqueles que negaram a cruz ou espezinharam a Graça de Deus ao usarem da liberdade como se fosse libertinagem sem consequência. Não são os crentes que dizem quem é destinado a condenação. É a própria Escritura quem define o destino dos que aborrecem a Deus. É preciso rogar alguma praga para quem escolheu a maldição?

Aí vem mais uma das pérolas do cara. Falar de Homofobia!

Meu Deus do Céu! Como é que pode um que se diz cristão apelar para tal expediente?

Mas o politicamente correto, ou melhor dizendo, o suposto "corretamente cristão", também adotou esta palavra espúria para se referir a toda e qualquer voz que denuncie o homossexualismo como pecado abominável diante de Deus. Mais uma vez sou obrigado a explicar: Homofobia é uma condição médica psiquiátrica onde o doente tem pavor de homossexuais, e para isso usa da violência extrema para afastar de si e do meio em que vive, pessoas com a conduta homossexual. Se os gays não admitem que eles sejam chamados de doentes (e não são), ameaçando com isso processar qualquer um por danos morais, também não aceito este adjetivo, pois não sou e meus pastores não são pacientes psiquiátricos. Me responda, Mané: Quantos homofóbicos (doentes mentais) você conhece? Pense antes de escrever!

Segue-se a baboseira:
"A análise de alguns segimentos (SIC) da igreja evangélica de hoje, é que Deus não aceita a homossexualidade, por isso se pleiteia a autorização para tratar os gays com indiferença, ódio e discriminação, arrojados pela pretensão de mandar alguns pecadores pro inferno por antecipação (entre esses, os homossexuais, são os primeiros de sua lista negra), numa versão não autorizada da seleção do joio e do trigo, coisa essa que diz respeito exclusivamente a Deus, o Reto Juiz e seus anjos, e isso, no dia da ceifa, no Juízo Final."
Vamos matar esta serpente diabólica por partes?

1. Deus não aceita a homossexualidade: Isso não é uma análise de alguns seguimentos evangélicos. É a própria Bíblia quem afirma isso: Lv. 18:22 e 20:13; Rm. 1:26,27; Jd. 1:10; I Co. 6:9. Age com extrema negligência aquele que oferece um evangelho sem a cruz, onde nem Cristo morre em nosso favor, e onde nenhum, por si só, toma sua cruz e segue o exemplo de seu mestre, negando-se a si mesmo e morrendo para  o mundo e seus feitos. Pois é Deus quem declara que aquele que se deita com homem como se fosse uma mulher, comete abominação, passível de juízo. É o próprio Deus quem, em face da idolatria do homem por si próprio, entrega este nas mãos de seu destino de morte certa, sendo passível de toda sorte de torpeza moral e até física, sofrendo em si mesmo a punição do inferno. E é o próprio Deus quem declara, que não herdarão o Reino de Deus os que se comportam como mulher e os que se satisfazem sexualmente com outros homens, ao lado de outros ímpios como ladrões, idólatras, adúlteros (tá lembrado?), avarentos, gente bêbada, etc.

2. Deus tem o perdão para eles. É CLARO QUE SIM! E É ESTA A BOA NOVA DO EVANGELHO! Mas não podemos deixar de ensinar, proclamar e denunciar o pecado, enquanto pecado, e as suas conseqüências nefastas ao homem nesta vida e na vida futura.

3. Me responda uma coisa, Mané: Quando você ensinou seus filhos que a mentira era pecado, você ensinou tudo sobre a mentira? Você esclareceu aos seus filhos e aos seus alunos de escola dominical e demais ovelhas da igreja, em incontáveis cultos de domingo a noite, que o pai da mentira era o diabo, e que aquele que mente é filho deste, por conseguinte? Ou você simplesmente via seus filhos mentirem, e não fazia nada, apenas se limitando a chorar abraçado com eles e dizendo: "Oh, meu filho. Esta é a sua fraqueza, eu sei. Mas a graça vai fazer você deixar de mentir"? Foi assim? Você nunca disciplinou com vara os seus filhos quando flagrados em mentira, escondendo nota vermelha da escola, dizendo que fez isso ou aquilo, quando na verdade não fez? Porque, então, na igreja seria diferente? No Corpo de Cristo não são todos filhos e pais uns dos outros? Mas para quem não quer ser repreendido e disciplinado pelo mal que atrevidamente tenta esconder e é reincidente, vivendo no meio do corpo, ou tentando se passar por membro deste, é cômodo mandar os outros cuidar das suas próprias vidas, não é?

4. Mas afinal de contas, em que contextos cristãos andas para asseverar que os crentes só proclamam ódio, condenação e juízo? Isso é prática em sua igreja? Ou isso não passa de uma reação a uma situação que gerou o atual ajuntamento de crentes alternativos, fugidos de Deus, como Adão se escondendo no jardim?

"Quando eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei.Se eu disser ao perverso: Ó perverso, certamente, morrerás; e tu não falares, para avisar o perverso do seu caminho, morrerá esse perverso na sua iniquidade, mas o seu sangue eu o demandarei de ti.Quando eu também disser ao perverso: Certamente, morrerás; se ele se converter do seu pecado, e fizer juízo e justiça,e restituir esse perverso o penhor, e pagar o furtado, e andar nos estatutos da vida, e não praticar iniquidade, certamente, viverá; não morrerá.De todos os seus pecados que cometeu não se fará memória contra ele; juízo e justiça fez; certamente, viverá.Todavia, os filhos do teu povo dizem: Não é reto o caminho do Senhor; mas o próprio caminho deles é que não é reto.Desviando-se o justo da sua justiça e praticando iniquidade, morrerá nela.E, convertendo-se o perverso da sua perversidade e fazendo juízo e justiça, por isto mesmo viverá." (Ezequiel 3:18; 33:8,14-19)
Mas se morde, depois assopra, não é? Também acho que, assim como você, que biblicamente falando, a homossexualidade é pecado. Também sou de pleno acordo que ele seja uma distorção da verdade, um desvio do propósito de Deus para o homem e a mulher, uma ação cujos resultados são danosos, desobediência moral, dor e frustração duradoura. E alguma vez, em tudo isso, a Bíblia, ou quem quer que seja afirmou que Deus não ama os pecadores? Todavia se para aqueles que são caídos no furto, eu não prego a verdade, e tolero que ainda furtem na igreja, que bem eu faço? Me responda, Mané?

Mas Deus, em sua justiça, julgou e julgará, todos aqueles que se rebelaram contra a sua vontade e lei, e não terá mais complacência alguma em manter o homem vivo sobre a face da Terra (assim como em Sodoma, e como na cidade de Gomorra). Imaginem: Quem é o homem que mesmo sendo uma criatura amada por Deus,  a imagem e semelhança do Pai e objeto de amor inalterável de Deus escapará da sua Ira no dia do Senhor, se for encontrado nele transgressão? Se não for pela justificação em Cristo, todo homem está condenado e precisa pagar o preço do pecado. Os atributos do homem não lhe isentam da morte, a não ser pela mudança de Vida e de Mente, possíveis por Cristo e para Cristo, pela Palavra e pela prática da fé.

Aí vem mais. Leiam:
Por isso, Deus não os trata como seres anômalos, como aberrações dignas do inferno, mas como objetos de Seu Amor incondicional.
Por favor, leia a Bíblia! Ao tratar dos falsos mestres, Deus revela o seu parecer quanto a atitude e comportamento deles. É de se esperar outra coisa de todo aquele que vive para si mesmo e seu hedonismo?:

"Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.
E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade;
também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme.
Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo;
e não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo de ímpios;
e, reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ordenou-as à ruína completa, tendo-as posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente;
e livrou o justo Ló, afligido pelo procedimento libertino daqueles insubordinados
(porque este justo, pelo que via e ouvia quando habitava entre eles, atormentava a sua alma justa, cada dia, por causa das obras iníquas daqueles),
é porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o Dia de Juízo,
especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo. Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores,
ao passo que anjos, embora maiores em força e poder, não proferem contra elas juízo infamante na presença do Senhor.
Esses, todavia, como brutos irracionais, naturalmente feitos para presa e destruição, falando mal daquilo em que são ignorantes, na sua destruição também hão de ser destruídos,
recebendo injustiça por salário da injustiça que praticam. Considerando como prazer a sua luxúria carnal em pleno dia, quais nódoas e deformidades, eles se regalam nas suas próprias mistificações, enquanto banqueteiam junto convosco;
tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes, tendo coração exercitado na avareza, filhos malditos;
abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça
(recebeu, porém, castigo da sua transgressão, a saber, um mudo animal de carga, falando com voz humana, refreou a insensatez do profeta).
Esses tais são como fonte sem água, como névoas impelidas por temporal. Para eles está reservada a negridão das trevas;
porquanto, proferindo palavras jactanciosas de vaidade, engodam com paixões carnais, por suas libertinagens, aqueles que estavam prestes a fugir dos que andam no erro,
prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor.
Portanto, se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior que o primeiro.
Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado.
Com eles aconteceu o que diz certo adágio verdadeiro: O cão voltou ao seu próprio vômito; e: A porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal." (II Pedro 2)
Mas Deus sendo rico em Amor, nos ensina sim, amorosamente agasalhar o marginalizado - parece contraditório ao final do parágrafo anterior. Sim, é esta a prática do Bom Samaritano. Qual a estranheza disto para o cristão?

Contudo, uma das questões é: o Mané e os emergentes têm que reinventar a roda, com aquele discurso imundo da desconstrução (me poupem), e depois passar isso na cara dos ditos cristãos apelidados de "institucionais", como se isso fosse uma prática de vida exclusiva dos que a si mesmo arrogam a prepotência de serem mais próximos de Jesus e do Cristianismo primitivo.

Amor irrestrito é dever de todo cristão. Isso é evidente e fato Escriturístico. Mas não posso deixar de ensinar,exortar e mostrar qual é o padrão de Deus revelado sobre sua vontade. Se eu não ensinar sobre comportamento dentro da igreja, no mínimo serei cúmplice de obras da carne. Dizer que impor exigências e regras comportamentais a um discípulo é um erro, está se dizendo a verdade, entretanto muitos destes mesmos discursos hoje são motivados por pessoas que querem esconder suas vidinhas secretas, sem que ninguém saiba o que acontece as escuras da vida noturna da alma. É uma retórica falaciosa que acusa pais, mestres, pastores e mentores de manipular pessoas, mas na verdade, só serve para deixar tais inescrupulosos confiarem em si próprios e em seu individualismo, afastar toda possibilidade de repreensão. É CLARO QUE NÃO SE IMPÕES REGRAS A VIDA DAS PESSOAS. MAS SE DEVE ENSINAR. SERÁ QUE ISSO NÃO É UMA ABORDAGEM DECENTE? A ABORDAGEM DA PEDAGOGIA DE DEUS E SUA PALAVRA? A PREGAÇÃO DA VERDADE, SEM MEIAS PALAVRAS E MEDO DE CONFRONTAR O HOMEM?

Isto sim é um desafio para a Igreja de Cristo nos dias de hoje. Mas amar o pecador e apenas vê-lo como uma possível imagem do ideal de Deus é, na melhor das hipóteses, a pior negligência. A condição humana, seja ela qual for, deve me partir o coração ao ponto de me fazer orar por vidas perdidas como se fossem meu próprios parentes. E são com os parentes e os mais chegados que dizermos toda a verdade sem falsidade de discurso. Se amar as pessoas é apenas vê-las como elas deveriam ser, é ignorar o fato de que estamos lhe dando com um ser caído e mal. Daí o dever de se sentir ainda mais responsável pela pregação do evangelho, e não só agir como se fôssemos recepcionistas de Deus, dizendo um "Bom Dia! Como vai?" e cumprimentar com um aperto de mão e um abraço. Nosso papel não é de um recepcionista, mas sim de um salva-vidas. Alguém que grita e alerta os banhistas quanto aos perigos do mar e se lança as ondas para retirar de lá os que se afogam. Nosso papel é o do agente de trânsito, que educa e ensina como se deve dirigir nas ruas, alertando sobre os perigos da má direção, nosso papel é como o do médico, que mesmo contra a vontade do paciente, muitas vezes tem que intervir, afim de salvar a vida deste. E Deus certamente cuidará do restante. Todavia jamais posso ser um espectador. Jamais! Fazer de conta que nada acontece, se não houver mudança, é ingenuidade demais. É um discurso muito bonitinho, mas mortal! A Nova Vida em Cristo traz a Metanóia e a mudança de atitudes e conduta. Devemos nos ajudar mutuamente nesta caminhada, e sermos integrantes ativos da ação de Deus em nós mesmo e em nossos irmãos.

É muito bonito dizer que precisamos apenas ver Jesus pintar o quadro da vida de pessoas que vêm até ele aos poucos, mas isso não é completo na perspectiva da Palavra de Deus. Me responda: Que quadro maravilhoso Deus está pintando, se o quadro não apresenta mudança? Se o velho estilo de vida não for sendo deixado para trás, que espécie de pitura é esta que as pessoas vão ver e dizer: se diz crente, mas continua no pecado?

Se a não proposta de mudança é visivelmente um erro. Esperar que nunca aja a cura do pecado é ainda pior, quando se admite que pudesse haver pessoas com a vida de aparente heterossexualidade, mas no íntimo a homossexualidade ainda reina. Ora, sabe-se que um convertido a Cristo, que tenha sofrido com pecados sexuas, têm um longo processo para serem livres totalmente, entretanto, ao final, são livres de fato e podem viver uma vida plena, longe do pecado que anteriormente lhes escravizava. E este sim, é o testemunho fiel: de que Deus te livrou do pecado e te deu nova vida. Vida esta que deixa pra traz tudo aquilo que antes te escravizava, mas agora traz novo alento e novas perspectivas sob a Cruz. Quantas vitórias, quantos testemunhos, quantas pessoas hoje, maridos, esposas e pais que deixaram a homossexualidade para viver uma vida conforme o plano de Deus! E mesmo aqueles que não se casaram, mas hoje testemunham que a tentação nesta área é algo vencido ou que estão alegremente vencendo, ao invés de escamotear uma heterossexualidade apenas de fachada!

Amar os homossexuais sem discriminá-los é um dever da Igreja, mas recebê-los no seio do Corpo de Cristo deve ser feito com toda a integridade do Evangelho, e não apenas uma parte dele.

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