segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PARALELOS - PARTE II: O IMPÉRIO


Por Darth Metrius


Ao iniciar a pesquisa deste artigo, eu não tinha a mínima intenção de ser exaustivo e abranger todo o conhecimento possível sobre o Império Galáctico, mas, ao escrever a coluna, descobri que isso seria uma tarefa difícil, já que resumir tudo que achei em um único artigo seria deveras sacrificioso. Digo isso pelo fato de que eu tive que cortar muita coisa para poder ficar com apenas as informações que achei serem mais relevantes, e ainda assim, a quantidade de material não se reduziu ao desejado.

Resultado: tive que dividir a coluna em duas partes. Na primeira parte vou dedicar a um breve histórico sobre o Império e inicia
r os paralelos pelo país que mais tem influência de inspiração. E na segunda parte, vou mostrar outros fatos históricos e nações ao longo da história universal que deram origem ao Reino de Palpatine e Darth Vader, herdado por poucos e odiado por muitos.

Com vocês, o Império Galáctico.


Um Breve His
tórico e Descrição do Império Galáctico:

O Primeiro Império Galáctico (também conhecido Nova Ordem, Velho Império, ou
apenas Império), nasce do rescaldo das Guerras Clônicas e como resultado da reunificação da República e a Confederação, em 19 BBY, com o pronunciamento do Supremo Chanceler Palpatine em uma sessão especial do Senado, onde anunciou a reorganização da Velha República em uma Nova Ordem.

"In order to ensure our security and continuing stability, the Republic will be reorganized into The First Galactic Empire, for a safe and secure society." - Emperor Palpatine

O Império se tornou o maior governo galáctico de então, uma ditadura totalitária, militarista e extremamente opressora. Reabsorvendo os antigos territórios que se juntaram aos separatistas, e anexando novos sistemas antes fora da República, o Império iniciou a sua expansão subjugando inúmeras raças, exterminando outras e escravizando ainda outras mais.

Logo após a proclamação da nova ordem, segue-se o que ficou conhecido como o Grande Expurgo Jedi, que na verdade é a Ordem 66 em execução, durando de 19 BBY até 1 BBY, quando se inicia a Guerra Civil Galáctica.

Outra ação inicial do novo governo é a total imperialização das instituições da Velha República, estabelecendo o controle total sobre a economia, comércio, política e vida social, impondo um padrão geral para todos os indivíduos e o próprio estado.

Neste aspecto, as mudanças foram grandes, para se eliminar toda forma de influência, principalmente da Velha República. A
ntigas instituições foram desmanteladas ou reorganizadas. Muitas organizações de suporte ao Império foram criadas, com o intuito de arrebanhar importantes segmentos da sociedade, principalmente os jovens. Dentre algumas mudanças, figuram:

1. A mudança do nome do Setor Coruscant para Setor Imperial, bem como o próprio planeta recebe o nome de Centro Imperial.

2. O Senado Galáctico se tornou o Senado Imperial.
3. O Grande Exército da República e a Marinha Republicana se tornaram o Exército Imperial e a Marinha Imperial. As agências de inteligência da República se fundiram na Inteligência Imperial.
4. O Palácio da República foi ampliado e reformado, se tornando o maior edifício de Coruscant e recebendo o nome Palácio Imperial.
5. Cada sistema do Império passa a ser governado e controlado por um Moff.
6. Toda a economia e comércio do império é centralizada, e antigas instituições como a Federação do Comércio e a
União Tecnológica, por exemplo, foram desmanchadas e absorvidas em um processo de nacionalização.


Esta nova era ficou conhecida como Era das Trevas, e foi um período em que o Império sufocou muitas revoltas e pequenas rebeliões, muitas delas com jedi envolvidos. Em 18 BBY, o Império ocupou Naboo, invadiu e ocupou Kashyyyk, escravizando os wookiees, e sufocou um protesto pacífico em Ghorman. Este episódio em particular ficou conhecido como o Massacre de Ghorman. Wilhulff Tarkin é enviado para conter os manifestantes, mas estes estão protestando sobre a plataforma de pouco onde a nave capitânia de Tarkin iria pousar. Tarkin reporta a situação e, com autorização de Palpatine, aterrissa a nave sobre os manifestantes, matando a muitos e ferindo tantos outros.

No ano de 1 BBY, o Império se vê envolto em uma nova guerra, agora contra a recém formada Aliança Rebelde (fundada em 2 BBY). Inicia-se a Guerra Civil Galáctica, que dura até 19 ABY, quando os últimos remanescentes do Império assinam a paz com a Nova República.

Neste mesmo ano (1 BBY), o imperador e seu aprendiz sofrem uma tentativa da golpe e assassinato, que ficou conhecida como a Conspiração Anti-Sith, mas esta foi debelada. Também sofrem sua primeira derrota militar, que taticamente foi insignificante, mas estrategicamente relevante, pois foram roubados os esquemas técnicos da arma final do Império, a Estrela da Morte.

Em 0 BBY o Império sofre o seu primeiro grande golpe em sua aparente invencibilidade e invulnerabilidade. Na Batalha de Yavin, a Estação de Batalha EM-1 (ou apenas Estrela da Morte) foi destruída por Luke Skywalker, perdendo grandes contingentes de suas tropas, pessoal técnico, grupos de caças e quadro de oficiais do exército e da marinha. Neste episódio, o Império começa a dar sinais de fraqueza.

Contudo, esta
fraqueza ainda não é suficiente para derrubar o regime. Na mesma velocidade com que o Império perde a EM-1, a Rebelião sofre o contra-ataque imperial. Após a batalha, Yavin 4 se torna alvo de uma contra-ofensiva esmagadora. O Império consegue capturar a base rebelde e prender ninguém menos do que o general Jan Dodonna.

Em 3 ABY, o Império consegue infligir uma derrota significativa a Aliança Rebelde. A Batalha de Hoth é considerada por alguns a derrota mais humilhante da Aliança, que foi obrigada a evacuar a Base Echo, além de sofrer pesadas perdas humanas e de material.

Neste meio tempo, uma nova estação está sendo construída em ritmo acelerado, a Estrela da Morte II (EM-2), no sistema Endor, bem longe das vistas da Rebelião e de possíveis inimigos.

No entanto, em 4 ABY a elite da frota imperial e do exército enfrenta a sua maior batalha. A Batalha de Endor foi o início do fim do Império. A EM-2 é destruída, boa parte da frota imperial é perdida (o Star Dreadnought Executor também), e muitas tropas na Lua de Endor são aprisionadas. As baixas são enormes e as perdas materiais significativas. A Rebelião, enfim, se vinga de Hoth e de anos de opressão da galáxia. O Imperador Palpatine é morto por Darth Vader, que também vem a falecer por causa dos danos causados ao seu traje de suporte de vida.

O Império não está liquidado ainda. 4 ABY marca da data de sua fragmentação. Com a notícia da morte de Palpatine, muitos mundos se rebelam e conseguem expulsar os imperiais, bem como muitos outros sistemas são libertos pela aliança. O governo provisório da Nova República é formado, mas a capital ainda pert
ence aos imperiais e muitos moffs resolvem se apoderar de partes da frota e formarem seus "mini-impérios", tornando-se verdadeiros senhores da guerra.

O governo do Império passa para as mãos do Grão-Vizir Sate Pestage, que, no entanto, é fraco e não passa de uma marionete da ambiciosa e temível Diretora Ysanne Isard, chefe da Inteligência Imperial e membro do conselho de moffs.

O governo de Sate Pestage termina em 5 ABY, dando lugar a uma série de governantes e imperadores auto-proclamados, com direito a toda sorte de impostores e candidatos. Entretanto, os verdadeiros dirigentes do Império foram apenas alguns poucos competentes: Ysanne Isard, de 6 a 7 ABY; o Grande Almirante Thrawn, de 8 a 9 ABY; Carnor Jax (suposto lorde sith), 11 ABY e Xandel Carivus, também em 11 ABY.

Em 7 ABY a capital, Coruscant é retomada e a Nova República proclamada. Entre 10 e 11 ABY, no entanto, Palpatine retorna para assumir seu lugar como Imperador (com sua capital em Byss). Transferindo seu espírito para corpos clonados de si mesmo desde 4 ABY, sua vida é efêmera tanto quanto os corpos podem agüentar ao lado negro da força, visto que se deterioravam com rapidez, necessitando de novos corpos. Vive na obscuridade até 10 ABY, e em 11 ABY encontra sua morte definitiva, ou pelo menos o seu espírito é de uma vez por todas incapacitado, quando é aniquilado ao tentar possuir o corpo de um dos filhos de Han Solo e Léia, Anakin Solo. Palpatine nunca havia intencionado deixar sucessor no trono, razão pela qual havia financiado estudos em clonagem e aperfeiçoado suas técnicas sith de transferência de corpo. Neste período, ele governa o que restou do Império e tenta retomar o centro da galáxia, mas sem sucesso.

Seguido do desastroso colapso do Império em se reerguer (apesar de que em 10 ABY os imperiais conseguirem
a façanha de retomar a capital), em 12 ABY a Almirante Natasi Daala consegue reunificar todos os territórios imperiais e reorganizá-los no que ficou conhecido como Imperial Remnant, ou em bom português, Remanescente Imperial, com sua capital em Bastion. Agora a política não é mais a conquista da galáxia, mas sim a tentativa de sobreviver e ser um espinho no sapato da Nova República. Os líderes do Império passam a ser um Conselho de Moffs, mas o chefe de estado passa a ser o Supremo Comandante da Frota Imperial, primeiro a Almirante Daala, e depois o Grande Almirante Gilad Pellaeon, responsável pela consolidação e expansão.

Após vinte e um anos de guerra civil, finamente em 19 ABY, a paz é assinada entre a Nova República e o Império. No Tratado Pellaeon-Gavrisom a Nova República reconhece o Imperial Remnant como um estado igual à República e admite como um aliado.

Tal aliança se mostra necessária, quando em 25 ABY, uma nova ameaça surge na galáxia, à invasão alienígena Yuuzhan Vong. Inicialmente, os imperiais não se mobilizam quando a Nova República começa a sofrer as invasões, mas quando a princesa Léia Solo faz uma petição oficial de socorro e os yuuzhan vong iniciam a invasão o Espaço Imperial (nome dado ao território). Gilad Pellaeon persuade o conselho de moff que atenda ao pedido de ajuda da República, caso contrário toda a galáxia cairia. Graças às forças combinadas do Império e da República, mais um reforço dos mandalorianos, os Yuuzhan Vong são derrotados e expulsos. Na união de forças contra os invasores, a Nova República e o Império foram um novo estado, a Federação Galáctica de Alianças Livres, pouco antes do fim da Guerra Yuuzhan Vong.

A partir de então, o Império passa a ser um membro confederado da Aliança Galáctica, como um estado membro semi-autônomo. Mas com o passar dos anos, o poder e o antigo prestígio dos tempos áureos do Império Galáctico retornam, e gradativamente o Império vai ganhando maior autonomia.

Não se sabe os motivos exatos, mas por volta de 43 ABY, o Império Galáctico é restaurado, e se torna independente da Aliança Galáctica. O governo passa a ser uma monarquia, sob a Dinastia Fel. Seu primeiro imperador foi Jagged Fel, filho do famoso Barão Fel, herói imperial da Guerra Civil Galáctica.

O Império per
manece em guerra contra a Aliança e consegue reconquistar Coruscant, tornando a Aliança Galáctica em estado exilado. Em 127 ABY, o Império se alia aos sith para dar o golpe final na Aliança, mas em 130 ABY os sith dão um golpe e tomam o Império. Roan Fel, o legítimo Imperador, se refugia em Bastion e inicia um movimento de restauração dos Fel ao trono imperial, com a eliminação total dos sith e de seu líder, Darth Krayt.

Paralelos:


O Império Galáctico tem muitos paralelos com vários estados ao longo da história, sendo uma fusão de três grandes exemplos principais. O Império Romano, a Alemanha Nazista e o Império Francês de Napoleão Bonaparte.

Sobre o Império Romano, não irei me deter, tendo em vista que muito já foi abordado nos dois artigos anteriores. Mas quero me concentrar, inicialmente, sobre alguns eventos históricos ocorridos na Alemanha Nazista, antes de seguir em frente e entrar na França de Napoleão.

III Reich:

O Império Galáctico é recheado de citações e paralelos com a Alemanha de Hitler. Vamos começar pelos mais simples e terminar com os mais complexos e interessantes.

Cores do Império: Oficialmente as cores do Império são do vermelho, o branco e o preto. Estas cores foram às mesmas cores da Blutfahne, a bandeira do partido nazista que veio a se tornar a bandeira oficial do estado.
http://www.savitridevi.org/images/Blutfahne.jpg
Fardamento Imperial: Outra característica que nos lembra a Alemanha é o típico fardamento imperial. No tom de cinza com variações para o verde para os oficiais da marinha, o fardamento dos oficiais da Wehrmacht (forças armadas) era igualmente semelhante. O exército (Heer) utilizava o cinza, bem como a Waffen-SS. A Kriegsmarine, a marinha alemã, utilizava uma versão azul, e a Luftwaffe uma versão em tom cinza levemente azulado. A SS em particular utilizava o uniforme preto. Mas voltaremos a falar sobre a SS quando abordarmos o Corpo dos Stormtroopers.

Sociedade e Cultura: O Império controlava quase que todos os aspectos da vida cotidiana dos súditos, assim como o estado nazista fez, principalmente após 1934. A cultura no império servia ao regime, e era bastante ascética e minimalista. E este ascetismo era encorajado por toda a galáxia. As artes e a mídia no Império eram primariamente didáticas. Toda forma de expressão deveria servir como um instrumento para inculcar a ideologia da Nova Ordem. Durante o governo do III Reich, a literatura, as artes plásticas, a arquitetura e demais expr
essões deveriam servir ao ideal nazista, principalmente se promovesse a cultura ariana. Tudo o que era considerado arte moderna ou tendo origem nos países ocidentais era considerado arte degenerada. Não era rara a queima de livros em praças públicas com grandes passeatas (principalmente no Centro de Cultura Ariana, em Berlim), onde obras de cunho político, religiosos e filosóficos que pudessem ameaçar ao estado era alimento para as chamas. As artes clássicas e tudo que pudesse lembrar o passado Greco-Romano, Germânico e Normando. Havia inclusive alguns movimentos no sentido de revitalizar a antiga religião pagã, em detrimento do cristianismo.

No teatro e nas rádios da época, toda produção na Alemanha era feita para exaltar ao nazismo e servir de veículo de propaganda, coisa que Goebbels (Chefe da Propaganda Nazista) soube promover muito bem. No Império Galáctico não foi diferente. O Holodrama (as "novelas da Globo" no Império Galáctico) foi um exemplo disto. Peças eram escritas principalmente aos jovens, para conquistá-los e obter a simpatia pelo regime. A Holovision (a TV da galáxia) era um forte veículo de entretenimento e notícias que facilitavam a propaganda imperial.

Voltando ao aspe
cto religioso, o Império era um estado extremamente secular, apesar de seu governante máximo ser um Lorde de Sith, coisa que a grande massa, em sua maior parte ignorava. Embora muitos dentro do governo soubessem que os dois Lordes de Sith eram usuários da força, não deixaram de apoiar a política do imperador de suprimir toda forma de crença na Força. O Anti-Jediismo era promovido, e todos os sensitivos a Força era alvos do governo. Muitos eram presos ou assassinados, mesmo sem ter tido o menos treinamento para ser um jedi ou outro tipo de organização ligado a Força. Como já foi dito antes, na Alemanha, a o cristianismo foi suplantado por uma versão bizarra, conhecida como a Igreja do Reich, que promovia a ideologia nazista mesclada à mensagem cristã, bem como apresentava o führer como semelhante a Jesus Cristo, para salvar o povo alemão. As igrejas protestantes e a Igreja Católica sofreram perseguição. Números oficiais diziam que por volta de 300 pastores luteranos foram enviados aos campos de concentração, 400 padres receberam o mesmo destino e outras centenas de Testemunhas de Jeová foram enviadas ao extermínio.

A xenofobia também foi uma marca do Império Galáctico. A Nova Ordem enfatizava a espécie Humana como a raça superior da Galáxia. Todas as outras espécies semi-humanas eram vistas com certo cuidado, e as alienígenas eram desprezadas. Esta política levou a escravização de várias raças, extermínio de outras e a perseguição tantas
outras, entre elas os wookiees, lurrianos e Mon Calamari, por exemplo. Leis que aboliam a escravatura foram extintas, e a permissão para o tráfico de escravos gerou uma nova fatia de mercado para contrabandistas e criminosos. Outro resultado disto foi que a grande maioria dos oficiais do governo e das forças armadas eram humanos, salvo raríssimas exceções como a do Grande Almirante Thrawn e o Príncipe Xizor.

Algo de tudo isto lembra a vocês de algum fato semelhante? Claro que sim. A promoção da que ficou conhecida como a "Alta Cultura Humana" é semelhante política nazista de promoção da "Cultura Ariana". Esta visão, aliada ao preconceito racial da época, levou ao extermínio de 6 milhões de judeus na Europa. Mas eles não eram os únicos alvos. Os eslavos eram considerados bárbaros inferiores, assim como os negros, uma sub-raça, juntamente com os ciganos. Havia raríssimas exceções dentro do partido nazista e no governo, onde alguns oficiais e membros do exército tinham origem russa ou iugoslava.

O sexismo imperial também existia. As mulheres eram postas em um patamar inferior, sendo vedados a elas alguns postos de
comando e funções administrativas. Mas também havia exceções como Ysanne Isard, Juno Eclipse, Natasi Daala, entre outras. No Reich também havia algo assim. A Wehrmacht não admitia mulheres, que deveriam apenas se envolver em assuntos administrativos e fora do partido. Havia agremiações femininas onde o ideal nacional-socialista era cultivado e as jovens e adolescentes eram educadas em ginástica e demais esportes, bem como serem excelentes mães de futuros arianos.

Outro aspecto interessante sobre estas semelhanças é a Imperialização da Galáxia. Na Alemanha passou pelo mesmo processo, através do conceito de Hitler sobre a Gleichschaltung, que poderia ser traduzido por "Coordenação". A idéia era estabelecer com sucesso o Estado Totalitário através de um forte controle da economia, das instituições e da família, impondo um tipo específico de pensamento e doutrina para todos, eliminando o individualismo.

Os Stormtroopers: O Corpo dos Stormtroopers foi o herdeiro do exército de Clones da Velha República. Formado de clones e novos recrutas humanos, os Stormtroopers eram a Força de Elite do Império e atuava em conjunto com a Marinha e o Exército Imperial. Apesar dos filmes mostrarem expressivamente os stormtroopers (com suas reluzentes armaduras brancas feitas de plastóide), eles não devem ser confundidos com o efetivo do Exército Imperial.

Agora o legal da história é que, durante ainda a I Guerra Mundial, a Alemanha possuía no seu efetivo militar, um corpo criado com o objetivo de, através de táticas de infiltração, penetrar nas trincheiras inimigas e, por meio de ataques rápidos e eficientes, vencerem as batalhas. Este corpo de elite se chamava de Stoßtruppen ou Sturmtruppen, que podem ser traduzidos respectivamente por "Tropa de Choque" ou "Tropa de Assalto". Daí o nome dos nossos velhos conhecidos da galáxia Far, Far Away.

Estas tropas de elite recebiam treinamento especializado e focado em romper as linhas inimigas, aja vista que durante a I Guerra, as velhas táticas se demonstraram ineficientes, pois a guerra de trincheiras estagnou o conflito. Neste caso, a iniciativa alemã foi que provocou a mudança e a guerra se tornou mais dinâmica, principalmente com a introdução do avião e do tanque de guerra. Após a guerra, os Stormtroopers foram banidos, reaparecendo mais tarde já durante o regime nazista.

Inicialmente, as funções de uma futura tropa de choque recairiam sobre a Sturmabteilung, ou mais conhecida como SA. Um força paramilitar que servia ao partido nazista, deixou de ser a candidata para a vaga em 1934, e o lugar foi ocupado pela Schutzstafell, também conhecida como SS, que ganhou tamanha notoriedade que em 1939 formou o seu exército próprio, a Waffen-SS, independente do exército regular, mas que combatia lado a lado.

As semelhanças não param por aí. A Waffen-SS também recebeu o nome de Stormtroopers e os oficiais e praças utilizavam
o uniforme preto. No Corpo de Stormtroopers do Império Galáctico, os oficiais e praças, quando não estão usando a armadura branca, também utilizam um uniforme preto, semelhante ao usado pelos oficiais do exército e da marinha, de cor cinza.

Atentado de 20 de Julho: Por fim, e de maior relevância em toda a minha pesquisa, pelo que julgo eu, um evento histórico em particular me chamou atenção.

Em 20 de Julho de 1944, um atentado fracassado ocorreu, na tentativa de assassinar Adolf Hitler e parte do alto-escalão do governo e das Forças Armadas. Este fato histórico ficou conhecido recentemente pelo último filme com Tom Cruise, Operação Valquíria (quem assistiu vai lembrar).

Arquitetado por oficiais de alta patente da Wehrmacht, liderados pelo Coronel Conde Claus von Stauffenberg, o plano fazia parte de um golpe de estado, nomeado de Operação Valquíria. O atentado revelou o aumento crescente de resistência contra o governo nazista. Stauffenberg levou uma bomba dentro de uma mala para dentro da sala de reuniões da Wolfsschanze (Toca do Lobo), o secreto quartel general na Prússia Oriental, deixando-a próximo de Hitler. Minutos antes de explodir, a mala foi removida do lugar onde estava e levada para outro local junto à mesa, fato este que poupou a vida do Führer. Ao explodir, Stauffenberg pensou que Hitler estivesse morto, e anunciou que suas forças estavam assumindo o controle de Berlim e dando início a Operação Valquíria.

Um general assumiria o governo provisório que devolveria a democracia ao povo, um acordo de cessar-fogo seria assinado com os britânicos e americanos, e todo o esforço de guerra seria direcionado para o fronte oriental, na tentativa de impedir o Exército Vermelho de chegar a Berlim e a Europa Central. Entretanto, Hitler sobreviveu, e descobriu a lista de conspiradores. Cerca de cinco mil foram presas e duzentas executadas, incluindo Stauffenberg.


Por volta de 500 oficiais iniciaram a conspiração, por estarem descontentes com os rumos da guerra, com o número de baixas sofridas, principalmente após a Batalha de Stalingrado, a incompetência de Hitler em recuar quando necessário e os crimes cometido contra civis, e o Holocausto.

Na tarde daquele mesmo dia, após o atentado, Hitler já havia recebido um relatório sobre o ocorrido e já sabia que havia sido um alemão que executou o feito. Apenas ainda não estava claro se eram uma ação solitária ou havia uma conspiração em andamento.

Após uma série de telegramas e telefonemas ambíguos e truncados, além de atrasos no cronograma da operação devido a inércia de alguns dos envolvidos, Stauffenberg fica chocado ao saber que Hitler estava vivo, mas mesmo assim decide continuar com o plano. Berlim é ocupada pelas Tropas de Reserva e um comunicado é enviado a todos os comandantes regionais i
nformando que a Wehrmacht assumiria o governo.

No fim da tarde, Joseph Goebbels é informado de que será preso, mas ao receber um telefonema da Toca do Lobo, ele passa o fone para o Major Remer, o oficial que iria prendê-lo, e este fala com o próprio Führer. Hitler ordena que a situação se restabeleça em Berlim. O superior de Stauffenberg, General Fromm, na tentativa de se redimir, trai seus colegas conspiradores e os prende no quartel general. Uma hora depois todos são fuzilados, primeiro o general Olbricht, depois Stauffenberg e assim por d
iante. Fromm informa a Hitler que os conspiradores foram executados, mas ele mesmo, depois de dois dias, recebeu a sua punição. Também foi preso e executado.

Todos os demais envolvidos foram presos e duzentos executados, alguns de maneira sádica, e suas respectivas famílias presas e levadas aos campos. Hitler fez um pronunciamento oficial em rádio falando sobre seu atentado e como escapou da morte, e que o episódio era um sinal de que a Alemanha caminharia para a vitória final.

Assim como aconteceu com Hitler, uma versão em Star Wars também se deu com o Imperador Palpatine e Darth Vader. Não vou entrar em muitos detalhes, pois quem não conhece a história, vai perder a graça ao ler pela primeira vez.

Em 1 BBY, no ano em que se inicia a Guerra Civil contra a Rebelião, um grupo de altos oficiais do Império, conspiram para matar a Palpatine e seu fiel escudeiro. O golpe ficou conhecido como a Conspiração Anti-Sith, e que pretendia entregar o governo na mão dos Moffs e oficiais do Exército.

Liderados pelo Grand Moff Trachta, os conspiradores queriam to
rnar o Império em um estado secular, livre a teocracia sith. Para Trachta, os sith eram um problema para o Império, pois os achava retrógrados e tolos arrogantes.

Juntamente com Grand Moff Bartam, Moff Kadir, em assassino contratado, Gauer, e o General Skosef, os conspiradores planejavam explodir a shuttle de Palpatine e assassinar a Vader. Para tal, Trachta encomendou um destacamento inteiro de clones stormtroopers totalmente leais a ele (o Exército de Reserva de Berlim), que executariam os assassinatos.

A idéia era separar os dois sith, infiltrar os clones no meio de suas tropas e assim executar os dois.

Vader foi enviado a investigar a existência de um jedi renegado em um sistema distante, mas no meio da missão, uma armadilha rebelde estava preparada, o que atrapalhou os planos para matar Vader. Uma nave rebelde pede socorro, mas o sinal é recebido pelo destróier de Vader. A nave então é rebocada para dentro do hangar principal, mas ao verificarem que a nave estava vazia, Vader sentiu o perigo. Era tarde demais, a nave explodiu e destruiu o hangar. Vader, no entanto, sobreviveu e voltou à ponte de comando para regressar a Coruscant.

O Imperador desejava visitar a Estrela da Morte, quando, ao ir em direção a sua shuttle, sentiu pela Força o perigo eminente. Parou a sua comitiva e esperou. A Bomba foi detonada, matando os stormtroopers e metade da Guarda Imperial. Antes deste acontecimento.

Como o plano inicial não havia dado certo, os conspiradores decidiram continuar com uma segunda fase do plano, que poderia ainda funcionar, mas o fracasso inicial já revelava a fragilidade da aliança entre os membros. Com a explosão da shuttle, muitos dos guardas de Palpatine foram mortos, o que o deixou desprotegido. Trachta, então, oferece os seus clones para protegê-lo.

Contudo, as lutas internas fizeram com que os conspiradores se eliminassem mutuamente, se perceberem que, na verdade estavam sendo manipulados por Moff Kadir que traiu o grupo e apontou os demais conspiradores sobreviventes (General Fromm), eliminando-os. Com a desculpa de que com o recente atentado a bomba, ele e suas tropas deveriam realizar a segurança do Palácio, e foram até a sala do trono onde Palpatine já os esperava.

Kadir e seus homens foram mortos por Palpatine e por sua Guarda Imperial. Mesmo assim, antes de matar Kadir, Palpatine elogiou o Moff pela coragem, achando que ele era o mentor do atentado e por ter eliminado os demais conspiradores. Kadir tenta salvar-se se oferecendo para ser um aprendiz de Palpatine, alegando que Vader já estava morto. Mas para sua surpresa, Vader aparece em uma holocâmera, vivo e bem. Palpatine recusa, então, o pedido e mata Moff Kadir.

A Conspiração Anti-Sith pode ser encontrada na série de HQs Império, no primeiro arco, chamado Traição.

Continua...

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